Endividamento do Consumidor – Janeiro de 2014

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Em janeiro de 2014, o endividamento dos belo-horizontinos recuou 5,6%, em relação a dezembro 2013, e a taxa de inadimplência caiu 0,3%. A Pesquisa de Endividamento do Consumidor (PEC), elaborada pela Fecomércio MG apontou que, mesmo com a queda nos índices, a falta de planejamento da renda familiar ainda é um problema para o consumidor.

Endividados
Dos entrevistados 53,9% eram mulheres e 46,1% homens. Do total 68,4% afirmaram ter uma renda de 2 a 5 salários mínimos e 68,3% afirmaram ter um trabalho remunerado. Em relação ao comprometimento da renda familiar, 29,4% dos entrevistados evidenciaram ter dívidas que absorvem de 31% a 50% da renda. Resultado abaixo do apurado em dezembro de 2013, em que o índice era de 33,5% dos participantes. Já 35% estão com a renda comprometida entre 10% e 30%, apresentando recuo de 1,8% em relação ao mês anterior.

Inadimplentes
Dos consumidores inadimplentes entrevistados, 62,7% são mulheres e 37,3% homens. 58,5% do total tem renda de 2 a 5 salários mínimos, 49,3% afirmaram que estão desempregados e 36,8% são assalariados.

Contas em atraso
De acordo com a pesquisa, 15,5% dos consumidores estão com as contas atrasadas. Em janeiro de 2013 a taxa corresponde a 11,2%, mas em relação a dezembro houve recuo de 1,5%. Recorrente nas pesquisas o motivo para a falta de pagamento das dívidas é a falta de planejamento, com 50%, em segundo lugar o desemprego, com 32,1%.

Dos que planejam quitar as dividas em até 90 dias, representam 71,4% dos entrevistados, número superior ao apurado em pesquisas anteriores.

O economista da Fecomércio MG Gabriel de Andrade Ivo, diz que a intenção de quitar as dívidas em curto prazo, representa o cuidado do consumidor com o cadastro negativo, o chamado “nome sujo na praça”, além de evitar o pagamento de juros altos.

Para 87,3% dos entrevistados, o pagamento do cartão de crédito é uma prioridade, na sequência aparecem os compromissos como o financiamento de casa (5,1%), carro (2,5%), dívidas com terceiros ou familiares (2,5%), cheque especial (1,3%) e cheque pré-datado (1,3%).

Foram entrevistadas 399 pessoas entre os dias 22 e 28 de janeiro, em Belo Horizonte.

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