Inadimplência e endividamento recuam em BH

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Os níveis de inadimplência e endividamento recuaram em Belo Horizonte, segundo a Pesquisa de Endividamento do Consumidor produzida pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.  Os dados apontam a redução de 1,3 (inadimplência) e 3,4% (endividamento). Entretanto, os compromissos financeiros ainda absolvem grande parte da renda do consumidor.

Na lista dos endividados, o cartão de crédito está em primeiro lugar no comprometimento da renda. Dos respondentes, 72,0% afirmaram que comprometeram seu orçamento mensal com essa modalidade de pagamento.  De acordo com o estudo, os compromissos financeiros absorvem entre 10% e 30% da renda familiar de 37,5% dos entrevistados. Com números relativamente altos e não recomendados por diversos economistas, 13,5% dos entrevistados afirmaram que comprometeram de 31% a 50% da renda familiar com dívidas. Em contrapartida, em agosto, esse índice correspondia a 22,5%.

O cartão de crédito não é um vilão, e sim os altos juros, explica o economista da Fecomércio MG, Gabriel de Andrade Ivo. “Os juros dos cartões de crédito deixam essa modalidade mais cara”. Para fazer com que a inadimplência e o endividamento recuem ainda mais, Gabriel sugere que os empresários facilitem a forma de pagamento para o consumidor, como por exemplo, estender o prazo, fornecer descontos significativos no pagamento à vista e sempre deixar claro quais são os juros inseridos nos produtos.

Inadimplência

A falta de controle e planejamento do orçamento é o fator pontuado por 80% dos entrevistados que estão endividados. O economista explica que para ser inadimplente, a conta deve estar em atraso por mais de 90 dias, e 38,5% dos entrevistados estão nessa situação. Os que estão com débitos com menos de 30 dias representam 18,6%. Entre os que pretendem saldar as dívidas, 87,5% planejam quitá-las em até 90 dias.

Segundo o economista, na maioria dos casos, as dívidas que ficam pendentes em curto prazo, são as que têm menores juros. O pagamento do cartão de crédito é priorizado por 81% dos entrevistados.

Para sair do vermelho, os consumidores entrevistados adotam as seguintes medidas: deixam de utilizar o cartão de crédito (54,5%), cortam gastos na residência (27,3%), deixam de fazer ou comprar algo de que gostam (9,1%).

“O consumidor deve planejar adequadamente suas compras para evitar as famosas compras por impulso e dar preferência ao pagamento à vista com desconto. Além disso, deve utilizar o cartão de crédito de forma consciente, pagando-o em dia”, conclui.

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