Fecomércio MG divulga Pesquisa de Endividamento

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Na última Pesquisa de Endividamento do Consumidor (PEC-BH) deste ano, realizada pela Área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, em dezembro, o endividamento do consumidor de Belo Horizonte chegou aos 52,1%, uma queda de 2,7 pontos percentuais em relação a novembro, que marcou 54,8%. Já o índice de inadimplência do consumidor teve um leve aumento e bateu a maior marca do ano, chegando a 6,3% em dezembro, ante 6% em novembro.

O economista da Fecomércio MG Gabriel Ivo explica as diferenças entre os termos inadimplência e endividamento. “Inadimplentes são todos os compromissos financeiros que superaram 90 dias para quitação e passam a constar no cadastro do Banco Central do Brasil. Endividamento diz respeito a qualquer compromisso financeiro assumido pelo consumidor em médio ou longo prazo, como financiamento de carro ou imóvel”, explica.

De acordo com 90,9% dos entrevistados da PEC-BH, o principal motivo para o atraso dos compromissos financeiros dos belo-horizontinos foi a falta de planejamento.

Entre as medidas para saldar os compromissos em atraso, 36,8% dos consumidores afirmaram deixar de usar o cartão de crédito. “Nota-se que as pessoas confundem o meio de pagamento ou financiamento como se fosse um tipo de aquisição de um bem ou serviço. Trata-se de um indicativo do uso indiscriminado e descontrolado do cartão para aquisição de uma vasta gama de bens e serviços seguido, muitas vezes, de não acompanhamento sistemático pelos comprovantes de compras”, sinaliza o economista.

Entre os compromissos financeiros que comprometeram o rendimento dos consumidores para os próximos meses, o financiamento de automóveis foi o que mais cresceu, saltando de 0,4% em novembro para 3,2% em dezembro, um aumento de oito vezes. Empréstimos em financeiras também tiveram aumento considerável neste mês, com 5,1% contra 2,0% em novembro. Já os empréstimos consignados, cartões de crédito, cheque especial e carnês de lojas apresentaram quedas.

Cartão de crédito ainda pesa no orçamento do consumidor

O cartão de crédito é o item que mais compromete a renda dos belo-horizontinos, preocupando 72,8% dos entrevistados. A boa notícia é que o cartão foi citado por menos consumidores como “vilão” do orçamento: em novembro, 76,3% dos entrevistados mencionaram o item.

A participação dos meios eletrônicos de pagamentos correspondeu a 81,6% do total dos compromissos financeiros em dezembro e, assim como em novembro, ele é a prioridade dos consumidores na hora de pagar as dívidas, apontado por 81,4% dos entrevistados. Para Gabriel, isso é reflexo de benefícios como a praticidade. “A ampla aceitação desse instrumento permite acesso à cesta variada de itens de bens e serviços disponibilizados no mercado. Atualmente, não pagá-lo significa estar fora do mercado de consumo. Assim, priorizar o pagamento do cartão na totalidade ou em parte, ainda que incorrendo em juros elevadíssimos, garante que a pessoa continue ativa no mercado de consumo e a ter acesso ao crédito”, afirma.

Metodologia

Na PEC-BH deste mês, foram entrevistadas 393 pessoas, no período de 9 a 12 de dezembro de 2014. O intervalo de confiança da amostra foi de 95%, com uma margem de 5,0 pontos percentuais dos resultados.

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