Vendas de panetone movimentam varejo de BH

Tradição em todo Natal, o panetone é presença certa nas ceias de fim de ano e nas prateleiras de supermercados, padarias e lojas de doces. O acréscimo desse item na cesta do consumidor movimenta o mercado e a expectativa do setor varejista é que ele tenha um peso significativo no volume de vendas. Para acompanhar as expectativas dos empresários com as vendas do produto neste ano, a área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG realizou a Pesquisa de Opinião do Comércio Varejista – Vendas de Panetone em 2014, entrevistando 220 empresários de Belo Horizonte, de donos de padarias a hipermercados.

Em relação ao último Natal, quase metade dos entrevistados acredita que não haverá alterações nas vendas, com 45,9% respondendo que o volume se manterá. Entre os que acham que haverá diferença entre os natais, os otimistas ficaram na frente: 31,4% esperam um Natal melhor que 2013, contra 20% que acreditam em vendas menores de panetones.

A explicação para o possível aumento é simples: 25,9% dos empresários acreditam que a época do ano é o fator principal, e 22,4% afirmaram que as vendas aumentam no Natal. Entre outras respostas espontâneas, a qualidade e novidade de produtos, preços mais acessíveis e o recebimento do 13ª salário também contribuirão. “O apelo emocional dessa data aquece as vendas de produtos típicos e o panetone está entre os itens mais demandados nessa época do ano”, afirma Caio Gonçalves, analista de economia da Fecomércio MG.

Para explicar uma possível queda, 26,8% dos empresários apontaram o comércio ruim como motivo, e outros 12,2% respondendo que estão desanimados com as vendas e decidiram investir menos no produto. Consumidor endividado, alta dos preços e até mudanças de costume foram causas apontadas.

Metodologia

Foram entrevistados 220 empresários via survey telefônico, nos dias 25 e 26 de novembro de 2014. A amostra foi selecionada a partir dos supermercados, hipermercados, mercearias, padarias e lojas de doces da capital que vendem panetone. O intervalo é de 95% de confiança e a margem de erro é de 6,0%.

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