Maioria dos belo-horizontinos tem a renda comprometida

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A nova equipe econômica do governo federal já começou a adotar medidas de ajuste e austeridade para o controle da inflação, com iniciativas que podem impactar na oferta de crédito. Essas ações podem levar à diminuição no poder de compra do consumidor e a capacidade de arcar com as despesas adquiridas, devendo ele estar atento aos próprios gastos, pois a falta de planejamento e o descontrole das dívidas podem ocasionar inadimplência.

A Análise Mensal do Endividamento do Consumidor, realizada entre os dias 19 e 22 de janeiro pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG com consumidores de Belo Horizonte revela um dado preocupante: 57,3% dos 396 entrevistados já começaram 2015 com sua renda comprometida para os próximos meses. Em dezembro de 2014 esse número era de 52,1%. Na média do ano, 2014 teve uma inadimplência de 4,6%, índice acima do estimado para o Estado (3,78%) e para o Brasil (4,32%). Em janeiro deste ano, a inadimplência dos consumidores da capital mineira foi de 6,6%.

O levantamento de janeiro deste ano apontou que 13,1% dos consumidores demonstraram um elevado grau de dificuldade em pagar as contas, sendo que 7,1% afirmaram ter dificuldade para quitá-las em menos de 90 dias. “Esse grupo apresenta uma alta probabilidade de ficar inadimplente nos próximos meses. O acesso facilitado ao crédito, novos padrões de consumo e a falta de cultura do planejamento acabam reforçando a propensão ao endividamento sem o devido controle” explica a estatística da Fecomércio MG Luana Oliveira.

O cartão é prioridade de 75,8% dos consumidores na hora do pagamento, número muito superior ao do segundo lugar, o empréstimo em bancos, com 4,8%. “Em janeiro de 2015, 19,2% dos consumidores deixaram de pagar a fatura do cartão de crédito na data de vencimento, seja de forma integral ou o valor mínimo. A intensa utilização do cartão como meio de financiamento ou parcelamento, aliado ao fato de que muitas pessoas possuem mais de um cartão, contribuiu para o descontrole de valores e datas desses compromissos. Além disso, as compras por impulso emocionais são fortes condicionantes para esse comportamento” conclui Luana.

O estudo ainda apresenta número detalhados com oscilações mensais de produtos e serviços utilizados pelo consumidor, e o grau de dificuldade em pagar as dívidas assumidas.

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