Inadimplência em Belo Horizonte sobe pelo sétimo mês seguido

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O nível de inadimplência dos belo-horizontinos segue a tendência de elevação prevista para 2015, e subiu pelo sétimo mês consecutivo, passando de 6,9% em fevereiro, para 7,2% em março. Os dados são da Análise de Endividamento do Consumidor, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, que aponta também: o nível de endividamento caiu de 58,8% para 53,8% no mesmo período, evidenciando que o poder de compra do consumidor reduziu.

A supervisora de Estudos Econômicos da Federação, Luana Oliveira, explica que a diferença entre endividamento e inadimplência é que, enquanto a primeira contabiliza os consumidores que possuem algum compromisso financeiro de curto ou longo prazo, a segunda representa aqueles que, além de terem algum tipo de compromisso, não o pagaram nos últimos 90 dias.

“A inadimplência de Belo Horizonte segue uma tendência nacional de elevação para 2015 devido ao atual cenário econômico. Porém, os consumidores da capital mineira apresentaram em março um número superior em 1% à média nacional, de acordo com os números da Confederação Nacional do Comércio (CNC).”

Ainda segundo a pesquisa, 6,4% dos entrevistados estão no chamado grupo de risco por admitirem ter muita dificuldade para pagar suas contas em até 90 dias, e têm grandes chances de se tornarem inadimplentes nos próximos meses.

O uso do cartão de crédito também cresceu e novamente foi um dos fatores que mais pesaram no bolso dos consumidores. Em março, 70,2% das pessoas comprometeram sua renda com essa forma de pagamento, enquanto 10,9% ainda afirmaram usar os cartões de lojas. A participação do meio eletrônico de pagamento foi de 81,1% em março, ante 76,7% em fevereiro.

Para a maioria dos entrevistados (72,5%), a falta de planejamento é o principal motivo para o descontrole dos compromissos. “A educação financeira sem eficiência leva ao descontrole orçamentário, devido à falta de domínio das finanças pessoais ou da escolha da melhor opção de endividamento dentro de cada realidade. Além disso, a intensa utilização de um ou mais cartões de crédito como meio de parcelamento contribui ainda mais para o descontrole”, analisa Luana.

Entre os consumidores ouvidos na Análise de Endividamento, 48,5% não tomaram nenhuma medida para tentar quitar os compromissos em atraso, mas 33,3% afirmam ter deixado de usar o cartão de crédito para sanar as dívidas. Das despesas correntes em atraso, o telefone fixo é o líder, com  33,3%, seguido da internet banda larga (12,8%) e da TV a cabo e telefone celular, ambos com 10,3%.

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