Comércio de BH tenta esquentar as vendas no Dia dos Namorados

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Considerada a terceira melhor data do ano para vendas no comércio (a segunda para estabelecimentos voltados para o público jovem), o Dia dos Namorados, comemorado no dia 12 de junho, pode não ser tão quente em 2015, pelo menos para o setor de varejo de Belo Horizonte. Segundo duas pesquisas realizadas pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, os consumidores estão mais cautelosos com as compras e empresários esperam um volume de vendas mais morno neste ano. A dica para esquentar as vendas é se estruturar e reforçar o apelo romântico da data.

Os segmentos que mais lucram com o “dia dos apaixonados” são os de vestuário, floricultura, calçados, perfumaria, eletrônicos, restaurantes, hotelaria, entre outros.

Expectativas do comércio varejista

Segundo a pesquisa da Fecomércio MG, 41,9% dos empresários esperam queda nas vendas deste ano em relação à 2014, enquanto 32,7% acreditam em aumento no volume de itens vendidos. Para 39,9% dos entrevistados, o possível endividamento dos consumidores é o principal motivo que pode inibir as compras; 19,3% acham que preços altos das mercadorias também devem reduzir a procura. Por outro lado, 34,8% dos empresários preveem que preços mais baixos vão atrair os consumidores, seguidos de 20,5% que apostam no apelo emocional desse dia.

Mesmo com as incertezas, o varejo vai investir na data: 72,3% dos gestores vão adotar estratégias para tentar incrementar as vendas.         Desses, 36,8% pretendem realizar promoções, e 20,7% incrementarão a visibilidade, diferenciando a apresentação da vitrine. “A adoção de ações estratégicas por parte dos empresários evidencia o destaque especial atribuído à data, que sensibiliza consumidores de diversas faixas de idade e renda, movimentando os negócios de artigos masculinos e femininos”, comenta Luana.

Consumidor receoso com a economia

Os consumidores da capital mineira estão receosos com o atual cenário econômico e, consequentemente, mais cautelosos com as compras. Entre os entrevistados pela área de Estudos Econômicos, apenas 14% pretendem gastar mais que no ano passado na compra do presente para o(a) amado(a). Mais do que o dobro dessa fatia (37,1%) não  gastará mais do que em 2014, e 48,9% pretendem manter o valor gasto.

Entre os clientes, 94,5% garantem que não querem se endividar para agradar com presentes. Perguntados sobre a forma de pagamento, 41,9% pretendem pagar a vista em dinheiro e 27,9% pagarão a vista no cartão de débito. “Com o cenário incerto e com o aumento do desemprego, o consumidor prefere não arriscar comprometendo o orçamento em longo prazo”, explica Luana Oliveira.

Os presentes preferidos pelos belo-horizontinos são roupas (41,1%) e calçados (20,2%), e o local de compra são os shopping centers (50,8%). Os segmentos de serviços também podem se beneficiar: 16,5% dos consumidores pretendem ir ao cinema ou teatro, e 16,2% vão jantar em um restaurante.

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