Políticas econômicas refletem nas vendas do varejo

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Os números não estão muito otimistas para o comércio no Brasil. É o que aponta a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada no último dia 14 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, no mês de março as vendas no varejo caíram 0,9% em relação a fevereiro. Trata-se da segunda queda consecutiva no setor que acumula, no primeiro trimestre deste ano, retração de 0,8%. No entanto, em relação a 2014, os números são positivos: 0,4% de aumento em relação a março de 2014 e 1% no acumulado em 12 meses.

Para o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, os resultados  de março são  reflexo da conjuntura que vem desde o fim de 2014. “Temos uma desaceleração no mercado de trabalho que, aliás, foi um pouco mais acentuada neste primeiro trimestre tanto em nível nacional quanto estadual, somada à queda no poder de compra decorrente da alta taxa de inflação e do recuo na massa de rendimento dos consumidores, além dos altos juros que resultam em maior restrição ao crédito.”

Para Minas Gerais, os números foram um pouco melhores do que os nacionais, porém, segundo Almeida, não há o que comemorar: “Tivemos uma estagnação no índice com ajuste sazonal do volume de vendas em março frente a fevereiro (-0,09%) e uma variação positiva de 1,3% em 12 meses. Entretanto, o acumulado no ano refletiu o mau momento da economia, apresentando retração de 1,4%”.

Na análise do economista, o comércio ainda está sentindo o resultado das políticas econômicas adotadas pelos governos. “Em Minas, apenas três dos dez segmentos  apresentaram aumento das vendas no primeiro trimestre de 2015. A queda é bem expressiva na maioria deles, a exemplo do ramo de equipamentos, informática e comunicação, cuja retração foi de 21,6%”.

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