Endividamento da população de BH aumenta em maio

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O nível de endividamento dos belo-horizontinos aumentou 6,8 pontos percentuais (p.p.) em maio em relação a abril, atingindo 58,6%. A informação é da Análise Mensal do Endividamento do Consumidor deste mês, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.

O endividamento é o indicador que mede o quanto os consumidores estão assumindo compromissos financeiros, como financiamento de imóveis e carros e uso do cartão de crédito. Essa modalidade de pagamento é um dos empréstimos financeiros mais praticados pela população de Belo Horizonte. Dos entrevistados pela pesquisa, 70,2% comprometeram a renda com o cartão. Considerando os cartões próprios de lojas, o número sobe para 85,8%, superior aos 80% registrados em abril.

No entanto, a pesquisa revela que o número de consumidores que não pagaram a fatura do cartão na data do vencimento (o valor integral ou o mínimo) aumentou 7,6 p.p., chegando a 24,5%. “Os juros do cartão de crédito são os mais elevados, por isso é importante ficar atento à data de vencimento e pagar a fatura integral para evitar os juros, que podem chegar a 300%. Outro dado preocupante é que 52,9% dos consumidores que estavam com a fatura em atraso ainda não realizaram o pagamento, um salto de 14 p.p. na comparação com abril”, explica o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Entre os produtos e serviços mais adquiridos com os cartões estão roupas, calçados e acessórios (por 36,8% dos consumidores), alimentação (25,3%) e produtos eletrônicos (18,9%).

Inadimplência continua a cair

Por outro lado, após um pico de 7,2% em março (maior marca desde 2010), a inadimplência dos belo-horizontinos diminuiu, registrando 6,2% em maio, um recuo de 0,4 p.p. em comparação com abril. Uma das justificativas para a queda é o aumento das taxas de juros, medida adotada pelo governo para tentar reestabelecer o equilíbrio econômico. “Com os juros altos e uma economia que exige planejamento, o consumidor tem se mostrado cauteloso, tomando medidas para proteger o orçamento”, avalia Almeida.

O número de pessoas com contas em atraso também caiu: em maio, o registro foi de 9,7%, uma redução de 0,1 p.p. com relação ao mês anterior.

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