Queda de vendas do comércio brasileiro

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O fraco desempenho da economia refletiu, mais uma vez, na Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume de vendas do comércio caiu 0,4% em abril de 2015, refletindo o pior resultado para o mês em dez anos, e o terceiro resultado negativo consecutivo. Em relação a abril de 2014, a queda foi de 3,5% e os acumulados foram uma retração de 1,5% no ano e uma leve expansão (0,2%) nos últimos 12 meses. Para o varejo ampliado a situação é ainda pior, com acumulados de -6,1% no ano e -4,1% nos 12 meses.

Sete dos dez setores pesquisados pelo IBGE* diminuíram suas vendas, mas tiveram expansão os setores supermercadista, de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria e o de veículos, motos, partes e peças. “Em linhas gerais, esse resultado reflete as atuais dificuldades da economia. Com a inflação crescente a população tem sua renda comprometida, e esse fato somado aos aumentos dos juros, o consequente crédito restrito e as expectativas deterioradas contribuem para um fraco desempenho”, analisa Guilherme Almeida, economista da Fecomércio MG.

O cenário de Minas Gerais é semelhante ao nacional. Em abril deste ano, o volume de vendas apresentou uma leve retração de 0,2%; os acumulados no ano e em 12 meses fecharam em -1,9% e 0,6%. Incluindo o setor de veículos e de material de construção, esses indicadores caíram para -5,3% e -1,4%. “Vemos um forte recuo do setor de veículos. Por muito tempo, essa foi uma área com grandes investimentos do governo em direção à ampliação do comércio. Porém, dada a atual situação econômica e a retirada dos incentivos, o impacto foi significativo. No geral, oito das dez atividades apresentaram retração”, completa Almeida.

*Os setores pesquisados pelo IBGE são: combustível e lubrificantes; hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e fumo; tecidos, vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos; artigos farmacêuticos médicos, ortopédicos e de perfumaria; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação; livros, jornais, revistas e papelaria; outros artigos de uso pessoal e doméstico; veículos e motos, partes e peças; e material de construção.

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