Endividamento em BH bate recorde do ano

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O endividamento dos consumidores de Belo Horizonte apresentou, em junho, o maior percentual de 2015, segundo a Análise Mensal do Endividamento do Consumidor, realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG. Houve aumento de 4,6 pontos percentuais (p.p.) em relação a maio (de 58,6% para 62%). O grande vilão do orçamento foi o cartão de crédito: 29% dos consumidores deixaram de pagar essa fatura em junho, seja integralmente ou o valor mínimo.

No período analisado, 64,3% da população comprometeu parte das contas com essa modalidade e 15,3% com os cartões de lojas. “É importante ter atenção e se planejar para não perder o controle do orçamento, uma vez que os cartões de crédito possuem os maiores juros praticados no mercado, podendo chegar a 360% ao ano”, orienta o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

O endividamento é um indicador que mostra o quanto os consumidores estão adquirindo compromisos financeiros, seja com financiamento de imóveis, carros ou contraindo empréstimos. Além dos cartões, em junho, parcelamento de automóveis (6,2%), carnês de loja (3,8%) e empréstimos em financeiras (3,5%) foram os itens que mais comprometeram a renda dos belo-horizontinos.

A inadimplência (compromisos financeiros que não foram quitados em 90 dias ou mais) também cresceu em BH de maio para junho: de 6,2% 6,3%. “Ao compararmos com os dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para o país, observa-se que o percentual de endividados na capital mineira foi o mesmo do Brasil. Já o índice de inadimplência do consumidor de BH foi 1,6 p.p. a menos do que o apurado para o país”, aponta Almeida.

Em contrapartida, o número de consumidores com compromissos financeiros em atraso (há menos de 90 dias) em Belo Horizonte caiu no mês de junho em comparação com maio (de 9,7% para 7%) e 77,3% dos entrevistados planejam saldar as dívidas em até três meses. A prioridade para pagamento é o cartão de crédito (para 72,7% dos consumidores). “Manter uma planilha atualizada com todas as receitas e despesas da família facilita a organização financeira e evita o descontrole e a inadimplência”, aconselha o economista.

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