Nível de endividamento cai em Belo Horizonte

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Devido ao atual cenário econômico, o consumidor belo-horizontino tem adquirido menos produtos e serviços caros, optando por pagar suas contas em dia em vez de assumir novos compromissos financeiros. A conclusão é da Análise de Endividamento do Consumidor de Julho, feita pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.

Segundo a pesquisa, o endividamento na capital ficou em 55% em julho, sete pontos percentuais (p.p.) a menos do que o apurado em junho. No mês de julho, a inadimplência (registro de compromissos financeiros com atraso de pagamento há mais de 90 dias) foi de 6,6% – uma ligeira alta de 0,3 p.p em relação a junho, mas um percentual 1,5 p.p. menor do que o índice nacional de 8,1%, apontado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O cartão de crédito continua sendo o principal compromisso financeiro assumido em Belo Horizonte. Em junho, 64,3% dos entrevistados se comprometeram com essa modalidade; em julho, o percentual foi de 70,7%. Os cartões de lojas e financiamento de automóveis são os outros dois tipos de compromissos mais citados pelos entrevistados da pesquisa da Federação (17,8% e 4,3%, respectivamente). “Atualmente, muitas pessoas pagam contas com cartão de crédito e o utilizam para fazer as compras do mês. Mas é importante ter atenção e se planejar para não perder o controle dos gastos e do orçamento”, aconselha o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

O motivo apontado como o que mais provoca atrasos em pagamentos é o descontrole/falta de planejamento, citado em 75% das respostas. O número de consumidores com compromissos financeiros em atraso em BH aumentou em julho, em relação a junho, passando de 7% para 10,2%. “Uma dica para organizar os gastos e evitar a inadimplência é fazer uma planilha de orçamento pessoal. Há muitos modelos gratuitos disponíveis na internet, como o da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa), que é automatizada e com visual fácil de entender”, ensina Almeida.

Do total de entrevistados com contas pendentes em julho, 90% planejam saldá-las em até 90 dias, índice superior ao do mês anterior, de 77,3%. A intenção de quitar os débitos em curto prazo representa o cuidado para não ficar com o cadastro negativo. “Isso garante manter os serviços em dia e, principalmente, evitar o pagamento de juros exorbitantes; lembrando que essa taxa para o cartão de crédito, por exemplo, é a mais alta praticada no mercado e pode chegar a 372% ao ano”, conclui o economista.

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