Inadimplência em BH é a pior em seis anos

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A inadimplência em Belo Horizonte alcançou o pior resultado em 2015, segundo a Análise de Endividamento do Consumidor de agosto, desenvolvida pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG. No mês passado, o registro de compromissos financeiros com atraso de pagamento há mais de 90 dias chegou a 7,7%, 1,1 ponto percentual (p.p.) frente a julho. O resultado é o pior desde o sexto bimestre (novembro/dezembro) de 2009.

Apesar do aumento da inadimplência, segue tendência de queda desde junho o nível de endividamento do consumidor. O indicador mostra o quanto os belo-horizontinos estão adquirindo compromissos financeiros, como financiamento de imóveis, carros, contração de empréstimos e uso do cartão de crédito. No mês passado, o índice chegou à marca de 53,7%, representando uma retração de 1,3 p.p. na comparação com o mês anterior. “O consumidor está temoroso quanto ao cenário de instabilidade econômica que o país vem enfrentando, e tem priorizado no orçamento doméstico a compra de artigos de primeira necessidade e a manutenção do crédito”, avalia o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

O estudo aponta que a maioria dos entrevistados (37,5%) está com os compromissos em atraso há mais de três meses. Além disso, 56,7% dos consumidores consultados esperam saldar as contas atrasadas nos próximos 90 dias, percentual 33,3 p.p. menor do que os 90% registrados em julho. Segundo o economista da Fecomércio MG, essa mudança significativa na tomada de decisões demonstra a cautela da população. “Acreditamos que esse novo comportamento é resultado do avanço do desemprego e dos reajustes fiscais, que têm criado um ambiente de incertezas e afetado a confiança dos consumidores”, conclui Almeida, destacando que 40% dos entrevistados não sabem dizer quando conseguirão saldar suas dívidas.

De acordo com o levantamento da Federação, os principais motivos dos atrasos são o descontrole ou a falta de planejamento financeiro, relatados em 55,9% das respostas apuradas.

Na lista de comprometimento da renda para os próximos meses, os meios eletrônicos de pagamento como cartões de crédito e de loja são responsáveis por 83,8% dos compromissos, seguido por financiamento de automóveis, que representa 4,1%. Já as chamadas “despesas correntes em atraso” – contas que, normalmente, são periódicas – lideram os gastos com fornecimento de água (25%), de energia elétrica (23,1%) e telefone fixo (23,1%).

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