S&P retira o selo de “bom pagador” do Brasil

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A agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) retirou, no último dia 9, o grau de investimento do Brasil. Com nota reduzida de BBB- para BB+, o rating brasileiro passou para a categoria especulativa. Uma das justificativas para o rebaixamento foi a crise política, que acaba minando o plano de recuperação da economia. Também foram citados os problemas  do governo em promover um ajuste condizente e a dificuldade em submeter um orçamento para o próximo ano que esteja de acordo com a política declarada.

Uma classificação como essa funciona como um selo de qualidade que as agências dão aos países que consideram com baixo risco de calotes a investidores. “A perda da classificação pode ocasionar uma ‘fuga’ de capital estrangeiro. Certamente, o investimento produtivo, que já vem de uma tendência declinante, sofrerá uma maior retração”, avalia o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Fundos de pensão internacionais possuem, em seus regulamentos, cláusulas que determinam que, para investir em uma economia, é necessário que o país/destino tenha pelo menos duas agências internacionais classificando-o com grau de investimento. “Ainda temos classificação pelas agências Moody’s e Fitch, porém, com essa baixa da S&P, é provável que elas também reduzam a nota brasileira. O efeito em cascata que isso irá gerar pode ser um complicador para a economia brasileira. Poderemos ter menos empregos, encarecimento de produtos importados e um impacto na já elevada inflação”, completa o economista.

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