Empresários apostam em promoções para aumentar vendas

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A proximidade do Natal reascendeu nos empresários do setor terciário o otimismo em relação ao crescimento das vendas. Segundo a Análise Mensal do Comércio Varejista, desenvolvida pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, 66,6% dos donos de lojas esperam uma melhora de faturamento já no mês de novembro. Esse resultado demonstra que eles estão mais confiantes para este período em 2015 do que em 2014, quando 56,1% tinham expectativa de incremento nos resultados.

O estudo apontou que, em outubro, 52,7% dos gestores apresentaram um faturamento melhor ou igual do que o registrado em setembro. “Esse foi o melhor resultado alcançado pelas empresas do varejo no segundo semestre e traz um fôlego a mais para os empresários que estão traçando estratégias para potencializar as vendas no Natal”, afirma a estatística da Fecomércio MG, Elisa Castro, destacando que 74,3% dos entrevistados esperam melhorar a situação financeira nos próximos seis meses.

Para atrair o consumidor, estimulado pelo apelo emocional da data e o incremento da renda por meio do 13° salário, 71,8% dos entrevistados farão promoções neste mês. “A competição acirrada que caracteriza o comércio varejista tem exigido uma postura agressiva na definição da política de preços e promoções”, afirma Elisa. Entre os setores que esperam faturar mais em novembro estão o de vestuário (15,3%), produtos alimentícios (5,5%) e de eletroeletrônicos (4,9%).

A expectativa também é favorável para os funcionários do setor terciário, uma vez que 84,8% dos gestores esperam manter o seu quadro de profissionais, enquanto 12,8% devem contratar mais colaboradores por período determinado.

Resultado do Dia das Crianças
Um levantamento realizado pela Fecomércio MG junto aos empresários do comércio varejista na capital mostrou que, para 58,6% dos empresários, o faturamento no Dia das Crianças foi pior do que o registrado no ano anterior, representando, para a maioria (41,9%), uma queda de 20% a 50%.

O ticket médio das vendas durante a data comemorativa foi de R$ 100 em 61,9% dos estabelecimentos, sendo que em 33,9% deles o gasto não ultrapassou o valor de R$ 50. “Esse comportamento reflete o cenário de dificuldades econômicas que o país enfrenta e demonstra que o consumidor tem optado por produtos de menor valor, para que as datas não passem em branco”, afirma Elisa. A forma de pagamento mais utilizada – conforme declaração de 75% das empresas consultadas – foi o parcelamento por meio do cartão de crédito.

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