Empresariado mineiro pode lucrar com as Olimpíadas

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As Olimpíadas e Paraolimpíadas Rio 2016 romperão as fronteiras do Estado carioca, promovendo oportunidades de negócio em todo o Brasil. E Minas Gerais é um desses destinos. Além de ser o Estado com o maior número de cidades contempladas na rota do revezamento da Tocha Olímpica (serão 34 municípios mineiros), Minas Gerais receberá seis jogos de futebol e delegações esportivas de seis países. Para mensurar as expectativas dos empresários para esse período, a Fecomércio MG desenvolveu um levantamento por meio da área de Estudos Econômicos e do Núcleo de Negócios Internacionais e Turismo, em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e os sindicatos do comércio de Juiz de Fora e Uberlândia.

Segundo a pesquisa, que ouviu empresários de Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora (cidades que receberão delegações), a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil trará benefícios para o setor de comércio, bens e turismo, entre eles o aumento do fluxo de turistas (40%), o crescimento das vendas (32%) e da demanda pela prestação de serviços (10,7%).

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, acredita que as intervenções proporcionadas pelos eventos esportivos nas cidades podem ser transformadas em oportunidades para o negócio. “Grandes ocasiões aumentam o fluxo de turistas nas cidades e permitem o desenvolvimento de ações promocionais envolvendo a temática”, afirma Almeida. O especialista destaca que fatores macroeconômicos como a desvalorização da moeda nacional podem estimular o consumo dos visitantes estrangeiros. “O cenário está favorável para quem vem de fora. Com a valorização do dólar frente ao real, o poder de compra do turista será potencializado. Assim, estará nas mãos dos empresários a oportunidade de alavancar suas vendas”, analisa.

O estudo aponta que o investimento em atendimento diferenciado (41,3%), preço competitivo (38,7%) e publicidade (17,3%) pode incrementar o desempenho do setor nesse período. Em contrapartida, fatores relacionados à insegurança pública e à ameaça do Aedes aegypti podem prejudicar o mercado. “Existe um alerta mundial sobre as doenças transmitidas pelo Aedes e esse pode ser um entrave para a atividade turística. É importante que o governo, os empresários e a comunidade se preocupem com esses fatores externos e ofereçam soluções para transmitir a sensação de segurança ao visitante”, analisa Almeida.

Planejamento é o segredo do sucesso
A pesquisa da Fecomércio MG mostra que os segmentos mais impactados serão o de artigos recreativos e esportivos (33,3%) e de hotéis (28,6%). Entre os gestores, 57,1% começaram a planejar seus investimentos para a temporada, priorizando a qualificação dos funcionários, o atendimento personalizado e outras técnicas de incentivo às vendas, como vitrines temáticas e um mix variado de produtos.

A assistente de Turismo da Fecomércio MG, Milena Soares, acredita que os Jogos terão impacto na atividade turística nacional e podem abrir portas para a consolidação dos destinos mineiros. “Minas Gerais já é reconhecida internacionalmente por sua riqueza histórica, cultural e gastronômica. É preciso aproveitar esse momento, em que as atenções do mundo estarão voltadas para o Brasil, e promover o que temos de melhor”, afirma a turismóloga.

Segundo Milena, não só o comércio deve se preparar para a chegada dos turistas, mas toda a sociedade. “Os turistas, atualmente, estão em busca de destinos diferenciados que promovam experiências únicas e especiais, gerando referências afetivas. Por isso, temos que estar atentos ao desenvolvimento de nossas comunidades e receber bem os visitantes para que eles propaguem nossos valores e retornem ao Estado”, orienta.

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