BH tem potencial em e-commerce

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O comércio eletrônico tem se tornado, ao longo dos anos, um facilitador dos negócios, pois torna o processo de vendas rápido, fácil e seguro para os consumidores. Além disso, reduz os custos das empresas que atuam nesse segmento e, consequentemente, estimula a competitividade. Essas vantagens se refletem no faturamento do setor, que teve crescimento nominal* de 15,3% em 2015, na comparação com o ano anterior. Em plena expansão, o e-commerce apresenta grandes oportunidades para os varejistas, particularmente os que atuam em Belo Horizonte.

A pesquisa sobre e-commerce/opinião dos consumidores, realizada neste mês pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, revela que 43,1% dos belo-horizontinos já fizeram compras on-line, percentual que se manteve estável em relação a dezembro (42,9%). Além disso, 42,1% das pessoas deixaram de comprar algum artigo em lojas tradicionais para adquiri-lo apenas nas virtuais. “Os números mostram a importância desse nicho, que, se bem trabalhado, significa ganho para o empresário. Os aspectos que ainda desmotivam os clientes a fazerem a compra pela internet são poucos e estão atrelados a questões culturais”, destaca o economista da entidade, Guilherme Almeida.

O estudo destaca, por exemplo, que 34,7% dos entrevistados afirmam preferir o comércio convencional, 29,2% se incomodam em passar informações pessoais na web, e outros 28,8% têm medo de fraudes e golpes. “Os receios não se justificam, porque, hoje, são grandes os instrumentos de segurança”, completa o analista. Já os principais fatores apontados como benefícios do e-commerce foram a praticidade de escolher e receber o produto em casa (50,6%), os descontos oferecidos (44%), a facilidade para pesquisar preços (28,3%) e para o pagamento (12%).

O levantamento feito com empresários da capital indica que, além de ficar atento a esses indicadores, para atuar com eficiência nesse segmento também é necessário acompanhar as redes sociais. Isso porque canais como Facebook e Instagram exercem influência na decisão de consumo de 65,4% dos clientes. “São usados na divulgação e conscientização das compras. É importante, portanto, ter uma comunicação bem fundamentada nessas mídias”, conclui Almeida. Em junho deste ano, detectamos que a maioria dos clientes está satisfeita com o serviço prestado (78,5%), não tendo, portanto, problemas com as compras virtuais.

Em função dos bons resultados, o economista da Fecomércio MG observa que o empresário ainda precisa e pode explorar mais as ferramentas eletrônicas. Uma segunda pesquisa da federação aponta que apenas 23,1% das empresas físicas de Belo Horizonte trabalham com vendas pela Internet. Os motivos são a falta de planejamento/conhecimento (25,4%), de mão de obra especializada (19%), falta de tempo (7,9%), entre outros. “É um percentual muito baixo de empresas no mercado on-line, e a causa disso é a cultura do mineiro, que receia atuar em um ambiente que ainda não conhece bem, além da falta de conhecimento técnico sobre a modalidade”, avalia Almeida.

*O termo “nominal” é usado quando não se desconta a inflação no cálculo.

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