Índice de endividamento cresce em BH

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Em 2016, os belo-horizontinos mantiveram um elevado índice de endividamento, indicador que aponta os compromissos financeiros que foram adquiridos, tais como compra de imóvel, de carro e consumo de bens e serviços em geral. Em junho, o número de pessoas com dívidas teve elevação em relação a abril: de 60,8% para 62,7%; em junho de 2015 o percentual foi de 62%. Os dados constam na Análise de Endividamento do Consumidor (AEC), elaborada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.

A participação dos meios eletrônicos de pagamento – cartões de crédito (62,8%) e de loja (17,2%) – correspondeu a 80% do total dos financiamentos. Em seguida, aparecem os empréstimos em bancos (4,1%). No geral, apenas 51,6% dos entrevistados têm até 30% da renda comprometida, índice que fica dentro do limite recomendado para um bom planejamento financeiro. “Possuir uma dívida não é algo ruim, desde que as pessoas se planejem para isso. O problema é que, em um cenário de instabilidade econômica, com diminuição de renda e poder de compra das famílias, elas acabam não conseguindo cumprir os compromissos assumidos”, argumenta a analista de pesquisas da entidade, Elisa Castro.

De acordo com o levantamento da Fecomércio MG, o índice de inadimplência dos consumidores da capital mineira ficou em 10,1% em junho, número bem superior aos 6,3% apurados em igual período de 2015. Em relação a abril deste ano, houve aumento de 0,8 ponto percentual. O índice reflete o total de pessoas que têm dívidas em atraso há mais de 90 dias. “Não é o maior nível do ano, porém mostra um grande crescimento dos inadimplentes. Há uma dificuldade para que a renda familiar consiga suprir todos os compromissos financeiros”, completa Elisa.

Ela destaca que o motivo mais citado para o atraso nos pagamentos é o descontrole/falta de planejamento (64,1%) e 71,2% dos consumidores priorizam o pagamento do cartão de crédito. Já entre as despesas correntes que estão sem pagamento (não necessariamente há mais de 90 dias), aparecem as contas de água (22,2%), telefone fixo (21%) e TV a cabo (14,8%). Em quarto lugar, está o aluguel (9,9%). Do total dos consumidores entrevistados, 20% esperam saldar as dívidas em menos de um mês, mas 46,7% não têm previsão de quando conseguirão quitar os débitos.

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