Confiança do comércio de BH melhora

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte atingiu 78,4 pontos no mês de agosto, a terceira alta consecutiva do indicador, que ficou em 67,3 em junho, e 72,0, em julho. O resultado ainda não representa otimismo, pois está abaixo dos 100 pontos, porém indica consolidação da credibilidade dos empresários em relação à recuperação da economia, do comércio e do próprio negócio. A pesquisa tem como base dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), pela primeira vez compilados e analisados para BH, por meio da Fecomércio MG.

O objetivo é mensurar, com precisão, a percepção que os empresários do comércio têm do momento atual e do futuro, indicando a propensão a investir em curto e médio prazo. O Icec é subdividido em outros três indicadores: Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) e Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec). Em agosto, todos eles registraram crescimento entre os entrevistados da capital mineira.

A expansão mais significativa ocorreu no Ieec, que passou de 112,2 para 125,4, revelando que há, entre os entrevistados, boas perspectivas para o futuro do país, do comércio e dos próprios negócios. “Houve melhora na percepção da economia em âmbito geral, especialmente com as propostas enviadas pelo Executivo ao Congresso para controlar gastos. Isso puxa as expectativas em relação à retomada do setor, o que corrobora com outras pesquisas recentes da Federação que mostraram aumento da confiança do empresário”, argumenta o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida. Injeção de recursos do 13º salário no mercado, datas comemorativas do segundo semestre e desaceleração da inflação também contribuem para esse cenário.

O Icaec registrou evolução de 33,4 para 34,9 pontos, sendo que donos de empresas de maior porte (com mais de 50 empregados) mostraram mais satisfação com as condições atuais da economia para o comércio. Para Almeida, o resultado é reflexo da melhora, mesmo que pequena, no consumo das famílias nos últimos meses, aliada, mais uma vez, à perda de fôlego da inflação. Tal situação é determinante para a definição dos níveis de investimentos para os meses seguintes.

Já o indicador Iiec aponta uma projeção positiva para estoques, contratações e melhorias nas empresas. Entre julho e agosto, o índice saiu de 70,3 para 74,8 pontos. “Existe cautela em relação à abertura de vagas, pois os custos continuam muito elevados e o empresário entende que ainda não é o momento para expansões no quadro de funcionários. Mas isso é natural: na crise, o emprego é o último item a apresentar piora, mas também é o último a subir na recuperação”, explica Almeida.

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