Comércio projeta vendas melhores para setembro

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Empresários do comércio varejista de Belo Horizonte esperam encerrar o mês de setembro com um desempenho positivo. É o que indica pesquisa da Fecomércio MG, mostrando que 68,1% acreditam em vendas melhores em relação a agosto. No mesmo período de 2015, esse percentual era de 65,7%. O cenário tem reflexos nos postos de trabalho, uma vez que 93,7% dos entrevistados planejam manter a equipe atual, e 2,8% garantiram que irão ampliá-la.

A Análise do Comércio Varejista é uma avaliação bimestral, com a finalidade de mensurar resultados e expectativas nos negócios. De acordo com a analista de pesquisa da entidade, Elisa Castro, as projeções para setembro foram influenciadas pela evolução positiva de alguns indicadores determinantes, como desaceleração da inflação e crescimento da intenção de consumo, que teve a terceira alta consecutiva. “Esses fatores, atrelados à proximidade do Dia das Crianças e a ações dos próprios empresários como liquidações e controle mais rigoroso dos estoques, geram a perspectiva de melhoria no faturamento”, argumenta.

De acordo com o estudo, 63,8% dos entrevistados realizarão ações promocionais em setembro, o que aconteceu em 67,8% dos casos no mês anterior. Já a boa gestão dos estoques foi alcançada por 68,5% dos empresários, que afirmaram que terminaram agosto no ponto ideal. “Esse planejamento adequado da loja é importante, principalmente em momentos de instabilidade da economia, pois permite uma oferta atrativa de produtos, mas sem gastos supérfluos”, completa Elisa.

Ela acrescenta que o otimismo para setembro também está pautado nos bons resultados de agosto: o levantamento da Fecomércio MG revela que 62,8% dos estabelecimentos tiveram desempenho igual ou superior ao de julho. No mesmo período do ano passado, apenas 44,3% conseguiram essa performance. Na análise por segmentos, as melhores perspectivas para este mês estão em móveis e eletrodomésticos, no qual 86,2% das empresas projetam expansão do faturamento; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (81,3%); e equipamentos e materiais para escritório, informática e de comunicações (70%).

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