Fecomércio MG mede nível de inovação no comércio de BH

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O investimento em inovação – que inclui a realização de lançamentos no mercado, melhoria de processos internos, estrutura de marketing e capacitação de funcionários – é capaz de gerar vantagens competitivas para as corporações, no médio e longo prazo. Permite, por exemplo, a aquisição de novos conhecimentos, o acesso a diferentes mercados, ampliação das receitas, realização de parcerias e expansão do valor da marca. Com o intuito de conhecer o nível de adesão à inovação, a Fecomércio MG elaborou uma pesquisa com empresários do comércio de Belo Horizonte. Em sua primeira edição, ela revela que 42,1% das empresas varejistas da capital tiveram alguma ação considerada inovadora nos últimos 12 meses. Mais da metade (55,3%) pretende fazer isso em um ano.

As principais iniciativas foram relacionadas à inclusão ou melhoria de produtos/serviços ao mix ofertado pela empresa (32,4%). Outros 26,1% focaram em mudanças estruturais ou de marketing, enquanto 16,1%, nos processos. “A inovação é um fator-chave para melhorar a competitividade, especialmente em um ambiente tão disputado como o varejista, pois permite agregar valor aos itens comercializados. O consumidor também busca isso. É um diferencial, ainda mais em um cenário de crise, queda nas vendas e aumento do desemprego. No entanto, a inovação ainda não é considerada uma cultura para o nosso varejo”, analisa o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Mas os números indicam que há um grande potencial para expansão dos investimentos em inovação no setor. “Atualmente, o empresário procura ir se adequando às necessidades. Mais da metade (51%) respondeu que as inovações ocorrem como um evento isolado, e não rotineiramente. No entanto, tendo em vista a pulverização do comércio e sua composição predominantemente de pequenas empresas, o percentual dos que inovam é significativo. E um índice expressivo já pensa nisso no futuro”, completa.

Justificativas para expandir essas ações não faltam. O estudo da entidade mostra que a inovação nas empresas permitiu aumentar a satisfação dos clientes (69,7%), melhorar a imagem da organização (64,7%), ampliar a participação no mercado (58%) e a produtividade dos funcionários (53,8%), entre outras vantagens. Todavia, 51,4% dos empresários alegaram que as iniciativas implementadas não impactaram diretamente o faturamento da loja, reflexo que pode acontecer no futuro ou apenas não foi percebido ainda pelo gestor.

Em relação ao perfil das empresas inovadoras, destacam-se aquelas com mais de nove funcionários (53,1%) e o grupo com mais de 50 anos de mercado (71,4%). Por segmentos, lideram a lista artigos de uso pessoal e doméstico (64,3%), que conta com joalheria, produtos esportivos, lojas de departamento, entre outros; móveis e eletrodomésticos (60%); e tecidos, vestuário e calçados (55,7%). Por sua vez, quem não investe em inovação alega que o processo é muito caro (45,5%), falta pessoal qualificado (11,3%) e informação (9,7%); ou acredita que isso não é necessário (9,2%).

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