Ticket médio é estratégico para o crescimento

Página Inicial / Notícia / Economia / Ticket médio é estratégico para o crescimento

Durante períodos de crise é comum que as famílias restrinjam seus gastos e passem a consumir menos. Esse comportamento é percebido nos lares brasileiros, como apontam pesquisas da área, e por comerciantes de vários segmentos. Nesse cenário, é preciso utilizar estratégias que possam estimular o consumo e contribuir para uma futura reversão da economia. Uma delas é o aumento do ticket médio, valor que cada cliente, em média, gasta na loja. Segundo o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, essa pode ser uma boa saída para aumentar o faturamento.

Porém, como fazer com que o consumidor, em tempos de aperto orçamentário, gaste mais? “Muitas compras realizadas se dão por impulso, sendo que, nesses casos, o desejo de se consumir algo se sobrepõe ao valor do produto. Para explorar isso, é importante que os pontos de vendas sejam atrativos aos olhares. Chamar atenção não significa exagerar nas exposições, e sim facilitar a visualização dos itens e destacar aqueles com maior saída. Apostar na vitrine da loja e em promoções é interessante”, ressalta Almeida.

Outra tática são os kits de produtos. Eles permitem que o consumidor adquira itens complementares por um preço mais acessível se comparado aos objetos separadamente. “Nessa ação é fundamental conhecer o hábito dos clientes, para, a partir daí, elaborar kits assertivos. Também é possível criar um programa de fidelidade para instigar o consumo. Outra opção é o produto de cortesia. Geralmente, ele pode estar atrelado a compras acima de determinado valor, incentivando o consumidor a dispender tal montante, para conseguir o presente”, orienta o economista.

Aumentar o mix de mercadorias e oferecer produtos associados à primeira compra, como “se comprou carne para churrasco, lembre-se do carvão”, são técnicas indicadas pelo Sebrae para aumentar o ticket médio gasto.

Vale ressaltar que não existe uma estratégia considerada ótima para todos os negócios. O economista da Federação afirma que as iniciativas irão variar conforme o planejamento estratégico da empresa, porém, todas devem partir da premissa de que, para alavancar o faturamento, é preciso conhecer bem seus produtos, clientes e suas ações.

Postagens Recentes