Promoções darão o tom do comércio no Natal

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Mais da metade dos belo-horizontinos (51%) pretende presentear as pessoas queridas neste Natal. O número é inferior ao apurado no ano passado pela pesquisa de Intenção de Consumo, que ouviu consumidores de BH, elaborada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG. Em 2015, 66,5% dos entrevistados disseram que iriam às compras no mesmo período. O tíquete médio esperado é de R$ 100, conforme estimativa de 80,4%. Um grande atrativo para motivar os gastos natalinos serão as promoções e liquidações, que devem ser realizadas por 72,3% dos empresários. Outros 20% prometem um atendimento diferenciado.

A data é a mais importante do ano para o setor e, por isso, gera otimismo. Entre as empresas que são impactadas na cidade (74% do total), 31,2% acreditam que as vendas serão melhores, e 28,4% acham que serão iguais ao ano passado, indica outro estudo da entidade, o de Expectativa de Vendas, feito com empresários. O valor afetivo da celebração e as ações promocionais nas lojas são os principais motivos apontados para as boas expectativas. O impacto ocorre em diversos segmentos, com destaque para tecidos, vestuário e calçados (94,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (89,3%) e móveis e eletrodomésticos (84%).

Do lado dos consumidores, ainda há a cautela que marcou 2016, de acordo com o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida. A explicação é o cenário econômico ainda instável, com inflação acima da meta, juros altos e índice de desemprego elevado. “A maioria (69,5%) pretende ter o mesmo gasto com os presentes na comparação com o valor empregado no ano passado. Além disso, dos 52,3% dos entrevistados que terão um acréscimo na renda em função do 13º salário, apenas 19,4% vão usá-lo para as compras de Natal”, observa. O primeiro destino do rendimento extra será a quitação de dívidas, caso de 39,3%, contra 34,6%, em 2015.

Os itens mais procurados serão roupas (40%), brinquedos (29,5%), perfumaria (18,5%) e calçados (15%). A maior parte dos clientes (58,3%) planeja realizar os pagamentos à vista, no dinheiro ou cartão de débito, caso obtenha descontos. Na pesquisa, também chama a atenção o fato de 49,1% das pessoas afirmarem que deixarão para comprar o presente de Natal após a passagem da data. “Vão esperar as ações promocionais do comércio após esse período”, acrescenta Almeida.