Cautela na compra do material escolar

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O período de volta às aulas, para determinados segmentos do comércio, tem influência que se assemelha à força das datas comemorativas. Neste ano, os empresários desses setores voltaram a enfrentar a cautela por parte dos consumidores, porém 41% registraram desempenho compatível com o de 2016. Outros 12,3% afirmaram que a procura por material escolar foi superior, principalmente em função da adoção de promoções/liquidações. Essa estratégia foi utilizada por 48,8% das lojas da capital, que observaram um gasto médio de até R$ 100 por cliente (40,3%).

De acordo com a analista de pesquisa da entidade, Elisa Castro, o resultado ficou dentro do esperado para um cenário econômico em recuperação. “Ainda existe uma retração do consumo em função do poder de compra reduzido e dos índices de desemprego elevados. Isso se refletiu na escolha dos itens de volta às aulas, com os clientes buscando alternativas mais baratas e financiamentos”, explica. Ela ressalta que as famílias têm buscado se endividar menos, no entanto, como a lista de material é extensa e adquirida praticamente de uma só vez, o cartão de crédito parcelado sobressaiu como meio de pagamento na maioria dos casos (55%).

Reforçando a postura de gastos moderados, para quase 60% das empresas as vendas ficaram concentradas nos produtos promocionais, sendo que 67,2% perceberam que os clientes realizaram pesquisa de preços antes de efetuar a compra. Outros 11,5% adquiriram somente os artigos que não poderiam reutilizar neste ano. “As pessoas não compraram todos os produtos em um único local, com a intenção de minimizar os gastos. E reaproveitaram o que foi possível”, completa Elisa.

O tíquete médio não passou dos R$ 100 em 40,3% dos casos, contra 62,4% que permaneceram nessa faixa de preço no ano passado. Outros 33,3% mantiveram o gasto médio entre R$ 100 e R$ 200. Em 2016, esse índice foi de 12,8%. Já para os 37% de empresários que apresentaram vendas piores em 2017, os principais motivos apontados foram a crise econômica (61,5%), a cautela do consumidor (16,7%) e o endividamento (14,1%). O levantamento da Fecomércio MG está em sua segunda edição e foi realizado com estabelecimentos que atuam nos ramos de papelaria e livraria; mercado, supermercado e hipermercado, lojas de departamento, magazines e multicoisas.

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