Índice de Confiança tem leve recuo em BH

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte interrompeu, em janeiro, uma sequência de sete altas consecutivas. O indicador passou dos 90,8 pontos, registrados em dezembro, para 88,2, apontando relativa estabilidade. Os principais aspectos que explicam o resultado são o fato de ter passado o fim de ano (época mais aquecida do comércio, o que gera otimismo) e o cenário de incertezas que ainda paira no país, especialmente com relação ao futuro da economia. Por outro lado, a percepção em relação às condições atuais se manteve em ascensão pelo sétimo mês seguido.

A pesquisa divulgada pela Fecomércio MG tem como base dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), compilados e analisados para a capital mineira. O objetivo é medir a percepção que os empresários do comércio têm do momento atual e do futuro, indicando a propensão a investir em curto e médio prazo. O Icec é subdividido em outros três indicadores: Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) e Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC).

O Ieec, apesar de ter sido o principal responsável pelo recuo do indicador geral, se manteve como o único no campo da satisfação (acima de cem pontos): passou de 133, em dezembro, para 124,6 pontos, em janeiro. De acordo com o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, isso demonstra que os empresários não esperam grandes mudanças no curto prazo, seja na economia, no setor e no seu negócio. “O receio maior é quanto à recuperação do mercado de trabalho, que não responde de forma direta aos estímulos econômicos. E a retomada do consumo está totalmente atrelada a essa questão”, argumenta.

O reflexo da cautela pode ser percebido na definição dos níveis de investimento para os meses seguintes. O indicador Iiec fechou janeiro em 84,3 pontos, um pouco abaixo dos 86 da pesquisa anterior. Já o Icaec apresentou crescimento na passagem de dezembro para janeiro. Nesse período, o índice, que indica a avaliação dos entrevistados sobre o momento atual, saiu de 53,4 pontos para 55,7. Ele se mantém na faixa abaixo do otimismo, mas continua a trajetória ascendente, iniciada em junho.

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