Índice de Confiança do comércio tem primeira alta de 2017

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte apresentou, em março, a primeira alta do ano. O indicador passou dos 83,6 pontos, em fevereiro, para 88,5. No mesmo período do ano passado, não havia ultrapassado os 68 pontos. A principal explicação para o desempenho é o otimismo quanto ao futuro da economia brasileira, do comércio e do próprio negócio. A visão dos entrevistados em relação ao cenário atual se manteve em ascensão pelo nono mês seguido e também contribuiu para o resultado.

A pesquisa divulgada pela Fecomércio MG tem como base dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), compilados e analisados para a capital mineira. O objetivo é medir a percepção que os empresários do comércio têm do momento atual e do futuro, indicando a propensão a investir em curto e médio prazo. O Icec é subdividido em outros três indicadores: Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) e Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC).

O Ieec, único no campo da satisfação (acima de cem pontos), subiu de 116,5 pontos, em fevereiro, para os atuais 127,2. De acordo com a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, isso reforça a expectativa dos empresários por melhorias no curto prazo, seja na economia, no setor e na sua loja. “Esse subíndice crescia desde o segundo semestre de 2016, mas a trajetória não se manteve neste ano. Agora ele volta a subir, mostrando que a confiança retornou, muito em função de um processo contínuo de redução da inflação e das taxas de juros”, argumenta.

Ela acrescenta que a injeção de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no mercado é outro fator de estímulo para o comércio, gerando boas perspectivas para os próximos meses. “Ainda que o dinheiro não seja destinado às compras, dá um conforto maior para as famílias, que conseguem, ao menos, quitar as dívidas”, completa Elisa.

A evolução da percepção do momento atual é outro aspecto importante indicado pelo estudo. Na passagem de fevereiro para março, o Icaec apresentou crescimento de 56,1 pontos para 61,8. Ele se mantém na faixa abaixo do otimismo, mas continua a linha ascendente, iniciada em junho. Entre os entrevistados, 72% apostam na recuperação econômica do país, 72,2%, em bons ventos para o comércio, e 76,4% têm projeções de crescimento para a própria empresa.

Apenas o indicador Iiec, que reflete a intenção de investimentos, não registrou aumento em março. A explicação está na cautela e no fato de a saúde financeira das corporações ter ficado comprometida no último ano. O índice fechou março em 76,4 pontos, um pouco abaixo dos 78,2 da pesquisa anterior.

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