Inflação oficial perde ritmo em fevereiro

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A inflação brasileira reduziu o ritmo em fevereiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou variação de 0,33%, valor mais baixo em relação ao mês de janeiro (0,38%) e o menor para os meses de fevereiro desde 2000. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira, 10 de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Levando em conta os dois primeiros meses de 2017, a inflação chegou a 0,71%. O percentual é bem inferior ao mesmo período de 2016, quando, somados janeiro e fevereiro, marcava 2,18%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desceu de 5,35% para 4,76%, taxa mais baixa desde setembro de 2010.

Para o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, a tendência é de redução. “A inflação tende a responder de acordo com a demanda. Se o IPCA segue alto, deteriora o poder de compra das famílias. Com o quadro adverso dos dois últimos anos, quando o índice fechou acima dos 10%, em 2015, e acima de 6%, em 2016, a demanda acabou reduzida. Por isso o novo índice é positivo”.

O principal responsável pelo recuo na taxa do IPCA foi o grupo de alimentos e bebidas, que apresentou retração de 0,45%. Produtos importantes na mesa do brasileiro ficaram mais baratos, como o feijão-carioca (-14,22%), a batata-inglesa (-5,06), e o frango inteiro (-3,83%). “As famílias tendem a ter um alívio no orçamento, o que é positivo para o comércio varejista. Assim, o consumidor tende a retomar a demanda, ainda que de forma lenta”, afirma o economista.

Por outro lado, o grupo “educação” apresentou a maior alta: 5,04%. “Trata-se do efeito sazonal. Esse grupo sofre reajustes todo início de ano – e, às vezes, também no início do segundo semestre”, explica Almeida, que destacou também a similaridade nos índices em Belo Horizonte e na região metropolitana, quando observados separadamente.

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