Melhora na perspectiva da Moody’s confirma recuperação

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A Moody’s alterou a perspectiva do rating brasileiro de negativa para estável, na última quinta-feira (15/04). A agência internacional de classificação de risco manteve a nota do país na categoria de especulação, dois níveis abaixo do grau de investimento, mas indicou, ao rever a perspectiva, que a economia tem encontrado um caminho mais estável.

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, percebeu a alteração como um bom sinal. “Se o rating (nota que as empresas dão ao país) é alto, configura grau de investimento (uma espécie de selo de que o país paga suas dívidas); uma nota mais baixa mostra grau de especulação. Há grandes fundos estrangeiros que só aplicam em títulos de dívidas dos países com a garantia. Sem ela, os fundos são obrigados a tirar o capital investido.”

Foi o que ocorreu em 2015, quando o Brasil perdeu pela primeira vez o grau de investimento, pela Standard and Poor’s (S&P), em setembro de 2015. Em dezembro, a Fitch rebaixou a nota brasileira. A Moody’s foi a última, em fevereiro de 2016, mas a primeira a sinalizar uma recuperação. “A mudança vai de encontro a outros indicadores (inflação, taxa de juros, expectativa do mercado) que apresentaram uma reversão no final de 2016 e seguem em recuperação”, afirma o economista.

Guilherme Almeida destaca que essas questões de classificação não ficam apenas no âmbito econômico. Elas acabam impactando o comércio e os consumidores. “Quando esses fundos deixam de investir, há uma fuga de capital. E quanto mais escasso o dólar, mais caro ele é. Em 2016, observamos o dólar subir, o que tem relação com a inflação. Muitos insumos e máquinas da agricultura são comprados lá fora. A reação é em cadeia, e chega tanto às empresas quanto à mesa do consumidor.”

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