Mobilidade urbana é gargalo para o comércio

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A mobilidade urbana consiste nas condições de deslocamento no espaço das grandes cidades. A dinâmica do trânsito interfere na rotina das famílias, na qualidade de vida, e influencia também os hábitos de consumo. Nesse contexto, a área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG realizou, pela primeira vez, duas pesquisas com o objetivo de conhecer a opinião da população de Belo Horizonte em relação ao tema. Os estudos revelaram que 55,9% dos moradores acima de 16 anos consideram o trânsito da capital ruim ou péssimo. Já entre os empresários, 45,5% apontam os problemas de locomoção de pessoas, veículos e cargas como impactos negativos ao comércio.

O trânsito congestionado gera transtornos para 89% dos estabelecimentos. A disponibilidade de transporte público também foi muito lembrada (83,4%). Outros aspectos com grande influência, segundo os entrevistados, são o custo elevado do estacionamento (81,1%) e a dificuldade de carga e descarga (78,9%). “Esses dois itens podem ser observados mais claramente no hipercentro da cidade. No entanto, de modo geral, identificamos que a mobilidade está entre os principais gargalos para o varejo, tendo reflexos na disposição para o consumo. Se os problemas fossem solucionados, especialmente as condições do transporte público, haveria um ambiente de negócios mais favorável”, avalia o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

O levantamento indicou, por exemplo, que, para quase 46% dos clientes, a disponibilidade de estacionamento próprio pesa na escolha das lojas frequentadas. No momento de ir às compras, 38,7% dos consumidores fazem uso do carro da família, enquanto 24,3% utilizam o transporte público. Já 18,5% recorrem aos serviços de táxi ou uber.

Transporte público

A pesquisa da Fecomércio MG apurou também que o recente reajuste das tarifas do transporte público teve impactos em 55,3% dos estabelecimentos de Belo Horizonte. O principal reflexo citado pelos empresários foi o aumento da matriz de custos (42%), o que, em alguns casos (37,7%), resultou na redução do quadro de funcionários. Foram observadas também a diminuição do volume de vendas (15,5%) e a queda no fluxo de clientes (12,1%). Entre os consumidores, o valor da tarifa foi motivo de insatisfação para cerca de 83% dos entrevistados. Conforto e horários de deslocamento foram outros pontos negativos mencionados.

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