Comércio registra leve recuo em fevereiro

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Após um mês de janeiro arrebatador para o comércio varejista, com o aumento de 5,5% no volume de vendas, fevereiro apresentou uma leve queda de 0,2%. O índice, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) no dia 12 de abril, faz parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). O estudo mostra que, embora o varejo tenha retraído, as atividades do setor terciário praticamente mantiveram o fôlego do início do ano.

O resultado atenuou a perspectiva de queda acentuada nas vendas na comparação com fevereiro do ano passado. O recuo chegou a 3,2%, índice muito distante das projeções de perda de 6,9%. Contudo, o volume de vendas acumuladas em 12 meses caiu 5,4%, enquanto a retração bimestral atingiu 2,2%. Os números aquém refletem a conjuntura recessiva do país, embora a inflação tenha desacelerado nos últimos meses, impulsionando seguidos cortes na taxa básica de juros.

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, avalia que outro fator influenciou o desempenho do setor, além do crédito restrito e do alto grau de desocupação, alçado ao patamar de 13,5 milhões de desempregados. “A renda média do consumidor se manteve estável do ano passado para 2017. No entanto, o cenário atual pede mais cautela no comportamento das famílias, pois há perspectivas de deterioração adicional no mercado de trabalho para o primeiro semestre”, observa.

Por outro lado, o crescimento da maioria das atividades do varejo traz confiança na melhora do setor. É o caso dos segmentos de móveis e eletrodomésticos (3,8%), tecidos, vestuário e calçados (1,5%) e livros, jornais, revistas e papelarias (1,4%). Os destaques negativos da lista ficam para: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,5%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%).

O comércio varejista ampliado também evoluiu. O setor que inclui, além do varejo, atividades de material de construção e de veículos, motos, partes e peças, registrou uma alta de 1,4% no volume de vendas e de 1% na receita nominal em relação ao mês anterior. Porém, continua deficitário na comparação mensal (-4,2%), bimestral (-2,1%) e no acumulado de 12 meses (-7,5%).

Minas Gerais não acompanhou o ritmo do varejo ampliado nacional, apresentando queda de 4,6% em relação a fevereiro de 2016, recuo de 4,9% no acumulado de 12 meses e retração em sete dos dez segmentos avaliados. Os setores de veículos, motocicletas, partes e peças (-34,6%) e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-35,6%) registraram as maiores quedas.

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