Confiança do consumidor em alta

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A inflação anual de 4,08% – a mais baixa desde julho de 2007 – e as consecutivas quedas na taxa básica de juros trouxeram um novo ânimo aos consumidores. Essa postura se refletiu no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado no dia 24 de maio pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Neste mês, o indicador atingiu o patamar de 84,2 pontos, avançando dois dígitos em relação a abril. Nos primeiros cinco meses do ano, a alta chegou a 11,1. Frente a maio de 2016, a diferença foi ainda maior: 15 pontos.

O índice apurado neste mês ainda está abaixo do nível de satisfação (100 pontos), embora siga em recuperação. O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, explica que esse resultado foi influenciado pela melhora da expectativa financeira das famílias e pelo ímpeto de compras, ambos motivados pelos ajustes da política monetária. “Com a queda da inflação, o rendimento familiar se valoriza. Esse ganho financeiro, associado ao corte da taxa básica de juros ao consumidor, pode alavancar ainda mais a confiança do brasileiro”.

Ainda que a expectativa de quem consome tenha crescido, ela está mais associada à confiança de cada cliente do que à atual situação econômica. “O consumidor continua cauteloso. Os números do varejo, por exemplo, mostram recuo nas vendas. Apesar de a inflação e os juros nominais estarem em queda, o desemprego continua afetando o dia a dia das famílias. É preciso que o mercado de trabalho reaja e a crise política se resolva para a confiança ser retomada definitivamente”, esclarece Almeida.

A análise de Almeida se sustenta em dois indicadores apurados pela FGV. Enquanto o Índice de Expectativas (IE) registrou avanço de 3,5 pontos em maio, atingindo o patamar de 94,6 pontos, o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,3 pontos, acumulando 70,5 pontos. O quesito “compras de bens duráveis” foi o item que exerceu mais influência sobre o ICC de maio: alta de 7,4 pontos em relação a abril e valor acumulado de 78,5 pontos.

Na avaliação por rendimento mensal das famílias, a confiança subiu entre os núcleos com ganhos de até R$ 2,1 mil e acima de R$ 9,6 mil. Ao todo, foram avaliados 1970 domicílios entre os dias 2 e 20 de maio. A margem de erro da pesquisa é de 2,2%, enquanto o índice de confiança chega a 95%.

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