Otimismo com as vendas para o Dia dos Namorados

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O Dia dos Namorados é considerado a terceira melhor data para o comércio varejista. A oferta de novos produtos e o teor afetivo da comemoração são os principais motivos para as compras no período. Em 2017, ainda há a vantagem de a economia brasileira apresentar sinais recuperação. Por isso, as pesquisas de intenção de consumo e expectativa de vendas, realizadas pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, mostram que mais da metade (52,7%) dos empresários de Belo Horizonte acredita em uma expansão do faturamento para o próximo 12 de junho, em relação a 2016. O percentual de otimistas é o maior dos últimos três anos – em 2015, eram 32,7% e, no último levantamento, 39,2%. O impacto será positivo para 51,8% das lojas da capital.

O valor dos presentes deverá chegar a R$ 100, conforme indica a maioria dos consumidores (62,1%), sendo que uma boa parcela (28,4%) está disposta a atingir um tíquete superior, de R$ 100 a R$ 200, para agradar o companheiro ou companheira. Também de acordo com os levantamentos, 37,4% dos entrevistados pretendem presentear, contra 43,4% que fizeram a mesma afirmação no ano passado. Entre os que não vão às compras, 59% estão solteiros, e outros 23,4% não têm esse costume. Os artigos preferidos são roupas (32,9%), calçados (14,1%) e itens de perfumaria (14,1%).

Na avaliação da analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, o cenário é favorável para o empresariado da capital. “Observamos a desaceleração da inflação, que possibilita um aumento do rendimento real das famílias. Também os juros nominais (Selic) e ao consumidor apresentaram queda nos últimos meses, embora de forma mais pontual. O lançamento de produtos de inverno, juntamente com a chegada do frio, é outro ponto favorável. Sendo assim, cabe aos empresários criarem formas de atrair os clientes”, destaca.

As pesquisas revelam que a preferência dos consumidores é por preços mais baixos/promoções (42,3%), originalidade (18,8%) e exclusividade (10,7%) dos presentes, além da qualidade das peças (18,1%). Já o pagamento à vista é a opção de 53,7% dos entrevistados, no dinheiro (49,6%) ou cartão de débito (4,1%). “As pessoas não querem assumir dívidas. E, com a MP 764, de 2016, autorizando a diferenciação de preços, é um bom momento para barganhar descontos”, completa Elisa.

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