FGTS movimenta varejo entre março e abril

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A liberação de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi anunciada, em dezembro do ano passado, dentro do pacote de medidas microeconômicas para impulsionar a economia. A iniciativa – que buscava injetar mais de R$ 30 bilhões no mercado – se confirmou efetiva, como mostra um estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Do total de R$ 16,6 bilhões sacados das contas inativas entre março e abril, 43% impactaram o varejo, conforme o levantamento.

O montante de R$ 7,2 bilhões representa 6,2% das vendas do comércio varejista nos dois meses pesquisados. Sete segmentos econômicos foram impactados positivamente pela liberação das contas inativas. Entre eles, três respondem por 80% do resultado final: vestuário e calçados (R$ 2,9 bilhões), hipermercados e supermercados (R$ 2 bilhões) e móveis e eletrodomésticos (R$ 802,5 milhões).

Na comparação com o ano passado, o ramo de vestuário e calçados foi o mais beneficiado pelos saques, crescendo 11,6% em março e 10,7% em abril. Essa foi a maior alta do segmento desde o início de 2010, quando houve uma expansão de 11,9% em relação ao mesmo período de 2016.

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, considera que os níveis de endividamento, as preferências e as necessidades dos consumidores influenciaram o resultado. Segundo Almeida, os beneficiários, providos do recurso, foram às compras motivados, sobretudo, por dois fatores. “A recuperação gradativa do varejo está relacionada à desaceleração contínua dos preços praticados por alguns segmentos do varejo e à melhoria das condições de crédito”, esclarece.

O prazo final para o saque de recursos para trabalhadores nascidos em qualquer mês termina no dia 31 de julho. Tem direito ao benefício o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015.

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