Cresce número de crimes em supermercados

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O número de crimes contra supermercados cresceu em Belo Horizonte nos últimos 12 meses. Nesse período, 54,4% dos estabelecimentos registraram algum tipo de violência, contra 44,5% que passaram por essa situação na avaliação do ano passado. Os dados são da pesquisa de Vitimização do Segmento Supermercadista, do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios da capital (Sincovaga BH), em parceria com a área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG. Para enfrentar o problema, a maioria das empresas (67,7%) gasta, em média, até 5% do faturamento mensal em segurança.

Entre os problemas enfrentados neste ano, chama a atenção a ocorrência de assaltos à mão armada a comerciários: 54,9% dos crimes registrados, enquanto, no ano passado, esse índice era de 26,8%. Outras ocorrências são furtos à loja (20,6%), assalto à mão armada a clientes (12,3%) e assalto a comerciários sem uso de arma de fogo (3,6%). “O setor tem sido um dos principais alvos da violência em Belo Horizonte. Além do prejuízo direto, ainda há um desvio de recursos que poderiam ir para outras áreas se protegerem. Pelo levantamento, percebemos que, nos últimos cinco anos, a questão tem impacto também no consumidor, gerando mais perdas aos empresários”, afirma a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro.

Ela observa que essa expansão das ocorrências nos estabelecimentos está aliada ao aumento da sensação de insegurança na cidade, de um modo geral. Para 47,4% dos entrevistados, a qualidade de vida em Belo Horizonte está pior. Já 84,2% notam crescimento da criminalidade na capital. Assim, apenas 14,5% dos empresários consideram seguro trabalhar até mais tarde, e 18,9% não se preocupam em manter a loja aberta aos finais de semana.

Em busca de reverter esse cenário, 62,8% dos empresários decidiram tomar atitudes preventivas nos últimos 12 meses, especialmente, mudando hábitos. A principal ação foi guardar objetos de valor em outros locais (37,5%). Cerca de 31% dos supermercadistas optaram pela mudança nos horários de funcionamento da loja, enquanto 17,6% afirmaram estar mais cautelosos, e 13,7% reforçaram a proteção. Neste caso, os itens mais utilizados são circuito interno de TV (46,2%) – investimento que vem crescendo ao longo dos últimos cinco anos – e alarmes (26,7%).

De acordo com o presidente do Sincovaga BH, Gilson de Deus Lopes, o estudo confirma o que já era percebido no dia a dia das lojas. “Infelizmente, a piora no quadro de violência era previsível, devido ao cenário econômico do país. Isso provoca uma situação traiçoeira, em que o empresário acaba substituindo o papel do Estado e retirando dinheiro de capital de giro ou para investimento no negócio a fim de usá-lo em segurança. Tudo na tentativa de minimizar os problemas. Por isso, essa pesquisa é extremamente útil para discutirmos com os órgãos públicos ações de prevenção, atacando os principais pontos de forma direcionada”, argumenta.

O objetivo da Pesquisa de Vitimização do Segmento Supermercadista é auxiliar todo o setor na promoção de práticas que possam evitar ou reduzir a ocorrência de crimes nos estabelecimentos. Além disso, serve de base para a elaboração de projetos e pesquisas de outros ramos de atividade e para a cobrança de mais políticas públicas no sentido de solucionar a questão e proporcionar mais segurança à população.

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