Energia fica mais cara no país

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A conta mostra a falta que a chuva faz. É assim: se chove pouco, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso ligar as termoelétricas para manter a geração de energia. Mais caras, elas fazem com que o preço da conta suba e a bandeira tarifária vermelha seja acionada. Desde o dia 1º de agosto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a cobrança de uma nova tarifa, que acresce R$ 3,00 a cada 100 quilowatts-hora (kwh) consumidos. Um gasto a mais não só para consumidores residenciais, como também para empresários.

Apesar do aumento, o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, avalia que a nova bandeira tarifária terá impacto pontual para o empresário do comércio e de serviços. “A bandeira vermelha foi acionada em agosto; talvez se repita em setembro. Mas é provável que não dure muito tempo, pois a sua manutenção depende da incidência de chuvas abaixo da expectativa e de políticas de governo”.

Em relação às chuvas, a situação das hidrelétricas é mais crítica no Nordeste, onde os reservatórios operam com 15,56% da capacidade. Nas Regiões Sudeste e no Centro-Oeste, o nível de armazenamento está em 38,8%. No Sul, o índice chega a 72,81%. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os patamares atuais são inferiores aos registrados no fim de junho deste ano.

No que diz respeito às políticas fiscais, entre os meses de julho de 2016 a junho de 2017, a inflação relativa à energia elétrica teve retração de 5,82%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O valor é inferior à meta de 4,5% de inflação estabelecida pelo governo para 2017 e aos 3% de alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado no mesmo período.

Para Almeida, o impacto da nova bandeira também será pequeno em virtude das datas comemorativas da segunda metade do ano. “Teremos datas de peso para o setor terciário no segundo semestre, como o Dia dos Pais, o Dia das Crianças e o Natal. Por isso, essa mudança de tarifa não abala a confiança dos empresários”, ressalta. As boas perspectivas do empresariado são comprovadas em números. Uma pesquisa feita em julho pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG mostrou que 70,4% deles esperam expandir seus negócios nesse período.

Como funcionam as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras foi adotado em 2015 e é atualizado mensalmente pela Aneel. O órgão avalia o preço da energia, o volume de chuvas e a situação dos reservatórios das hidrelétricas em todo o país para decidir qual bandeira adotar. A bandeira vermelha é ativada em caso de uso das usinas termoelétricas, devido à falta de chuvas. A bandeira amarela é de alerta, e adiciona R$ 2,00 a cada 100 kwh consumidos no mês. A bandeira verde não traz custos ao consumidor.

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