Comércio e serviços puxam PIB do 2º semestre

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Pelo segundo trimestre consecutivo, a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país fechou em alta. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou nesse período um crescimento de 0,2% em comparação com o primeiro trimestre. Em relação ao mesmo período do ano passado, a variação chegou a 0,3%. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam a melhora do setor de serviços como decisiva para o PIB positivo. De acordo com dados do IBGE, ele responde por 73,3% das riquezas geradas no Brasil.

O resultado superou as expectativas mensuradas semanalmente pelo boletim Focus, do Banco Central, responsável por captar as estimativas de instituições e agentes do mercado financeiro. “A segunda variação positiva do PIB no ano elevou a projeção do índice para 2017, que subiu de 0,39% para 0,5%”, avalia o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida. O especialista da Federação acredita que, apesar do momento político incerto e das dificuldades do governo em cumprir a meta fiscal, as perspectivas econômicas se mantêm positivas.

Pela ótica da oferta, o crescimento de 0,6% do setor terciário foi o principal fator para a expansão do PIB no segundo trimestre. O desempenho igualou o melhor resultado recente para o setor, registrado no terceiro trimestre de 2013. Já os outros dois grupos pesquisados, a agropecuária e a indústria, apresentaram variação nula e queda de 0,5%, nesta ordem. Quatro dos sete componentes do setor terciário expandiram, com destaque para a melhora de 1,9% do comércio, que interrompeu um ciclo de nove quedas seguidas.

O consumo das famílias, por sua vez, foi o destaque pela ótica da demanda. Após oito retrações consecutivas, o componente se estabilizou no primeiro semestre do ano e voltou a crescer 1,4% entre abril e junho. Fatores como a retomada parcial das condições de consumo, a geração de postos de trabalho, a queda da inflação e dos juros e a disponibilização de recursos das contas inativas do FGTS contribuíram para a ampliação da capacidade de compra.

Projeção da CNC

Após o anúncio do PIB do segundo semestre, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano, de 0,6% para 0,8%. “Apesar de baixa, essa taxa asseguraria um resultado positivo após dois anos de quedas acentuadas do PIB. Mesmo que a economia nada cresça na segunda metade do ano, um cenário pouco provável, os avanços já registrados terão garantido uma alta de 0,5% para 2017”, ressalta o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

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