Confiança do comércio em alta no mês de agosto

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte ficou praticamente estável em agosto, ao passar dos 92,5 pontos, em julho, para 92,3. Houve, porém, uma alta de 17,7% na comparação com o mesmo período de 2016, quando o Icec estava em 78,4. O resultado está ancorado, principalmente, em uma melhor avaliação dos empresários em relação ao momento vigente da economia, do setor e do próprio negócio.

A pesquisa, divulgada pela Fecomércio MG, tem como base os dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), compilados e analisados para a capital mineira. O objetivo é medir a percepção que os empresários do comércio têm do momento atual e do futuro de seus negócios, apontando a propensão a investir em curto e médio prazo. O Icec é subdividido em outros três indicadores: o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec), o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec) e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec).

Em agosto, o destaque foi o Icaec, que apresentou expansão de 62,2 para 68,3 pontos e interrompeu uma sequência de dois meses de queda. A nova pontuação é quase o dobro (95% maior) da registrada no mesmo mês do ano passado (34,9 pontos). “Essa alta é justificada, em linhas gerais, pela evolução de fatores econômicos no primeiro semestre de 2017, entre eles, o processo de recuo da inflação e das taxas nominais de juros, além do início da retomada do emprego. Dessa forma, o consumo das famílias volta a crescer, beneficiando o comércio, contribuindo para isso, a adoção de medidas microeconômicas”, avalia o economista da Federação, Guilherme Almeida.

O Iiec, que reflete a intenção de investimentos, registrou retração: fechou agosto em 80,8 pontos, abaixo dos 82,6 apurados pelo estudo anterior. “As incertezas que pairam sobre o futuro do cenário político – como a aprovação de reformas e a situação de lideranças em nível federal – e uma percepção ainda insuficiente da melhora da economia atual dificultam a retomada desse indicador”, completa o economista.

Único índice no campo da satisfação, o Ieec, que trabalha com as perspectivas para os próximos meses, também caiu: de 132,8 pontos, em julho, para 127,7, em agosto.

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