Confiança do empresário do comércio volta a subir

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Ancorado na atual recuperação da economia e na proximidade das festas de final de ano, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte voltou a subir em setembro, quase atingindo o nível do otimismo (100 pontos). Após três quedas consecutivas, o indicador passou de 92,3 pontos, em agosto, para 95,5. Trata-se do maior índice para o mês desde 2014.

O levantamento, divulgado pela Fecomércio MG, tem como base os dados coletados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), compilados e analisados para a capital mineira. De acordo com a analista de pesquisa da Fecomércio MG, Elisa Castro, os números apontam para o aumento do otimismo, especialmente em função da melhora gradual do desempenho do comércio ao longo do ano. “Além disso, os preparativos para as festas de fim de ano estão estimulando as intenções de investimento”, destaca.

Nesse panorama, o Icec de setembro apresentou crescimento nos três itens que o compõem. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) registrou expansão de 68,3 pontos para 75,2. No mesmo mês do ano passado, estava em 42,5. “Essa alta é sinal da retomada da economia, principalmente a recuperação de indicadores ligados ao consumo, como desaceleração da inflação, redução das taxas de juros e melhores índices de emprego, na comparação com 2016”, avalia Elisa.

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), único no campo do otimismo, também cresceu: de 127,7 para 128,1. Isso mostra que há boas perspectivas para os próximos meses, tanto em relação à própria loja, quanto ao setor e à economia do país. Cerca de 74% dos entrevistados acreditam em um cenário mais favorável para o comércio no futuro.

O reflexo dessa percepção aparece ainda no Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec), que fechou setembro em 83,2 pontos, acima dos 80,8, registrados em agosto. “As próximas datas comemorativas (Dia das Crianças, Black Friday, Natal e Reveillón) e a injeção do 13º salário estimulam os empresários. Para atender as demandas do período, eles precisam fazer adaptações nas lojas”, completa a analista. No momento, pouco mais da metade das empresas (51,4%) está com estoques em nível adequado, e 43,1% pretendem ampliar o quadro de funcionários.

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