Expectativa alta para o Dia das Crianças

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Os empresários de Belo Horizonte estão otimistas para o Dia das Crianças, data de forte apelo emocional e comercial junto ao público infantil e que marca o período de lançamentos de produtos a serem comercializados no Natal. Mais de 80% deles apostam em vendas iguais ou melhores do que as registradas no ano passado, como mostra uma pesquisa realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG. O período impacta 35,3% das empresas do comércio varejista da cidade, com destaque para os segmentos de brinquedos, jogos, vídeos, eletrônicos, vestuário, calçados, artigos esportivos, lazer e outros. Os consumidores (70,2%) pretendem não ultrapassar os R$ 100 na compra do presente.

De acordo com o economista da Federação, Guilherme Almeida, o 12 de outubro é aguardado no calendário do setor, pois, a partir dele, o clima natalino passa a invadir o comércio. Neste ano, ainda pesam fatores mais positivos, como a inflação sob controle e a redução dos juros e das taxas de desemprego na comparação com o mesmo período do ano passado. “Os indicadores de consumo mostram que há uma recuperação da economia. Além disso, os empresários têm como base as outras datas comemorativas de 2017, que foram mais favoráveis”, explica.

Novos produtos (23,7%), otimismo/esperança (18,4%), melhor percepção do mercado (18,4%) e valor afetivo da data (14,5%) foram os principais motivos apontados para as expectativas positivas, conforme o estudo. As promoções e liquidações são as medidas prioritárias programadas (48,5%) para atrair os clientes, além da propagada (23,9%) e das ações para ampliar a visibilidade da loja (11,2%). A maioria dos empresários já recebeu todas as encomendas e está preparado para atender os consumidores.

Esses, por sua vez, pretendem gastar menos neste ano, em relação ao Dia das Crianças de 2016. O tíquete médio deve ficar limitado a R$ 100, para 70,2% dos entrevistados, contra 85,2%, no levantamento anterior. Cerca de 39% planejam presentear os pequenos. “O número de pessoas que vão às compras caiu frente ao ano passado (51,8%), o que vai contra a corrente. No entanto, a explicação, provavelmente, não é econômica. A pesquisa indica que 44,3% desses consumidores afirmaram não ter a quem presentear, contra 27,9% que fizeram essa afirmação na última pesquisa”, pondera Almeida.

Os itens mais procurados serão os brinquedos (53,2%), como acontece tradicionalmente, e roupas (23,2%). Chama a atenção também o crescimento da opção pelos livros: antes em nono lugar no ranking dos presentes preferidos para os pequenos, eles agora saltaram para o terceiro, com 5,2% das intenções de compra. A principal forma de pagamento será à vista (82,6%), em dinheiro ou no cartão de débito, e as lojas de shopping devem ser as mais procuradas (31,2%).

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