Volume de compras pela internet aumenta em BH

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O consumidor de Belo Horizonte aumentou sua presença nos sites de comércio eletrônico nos últimos 12 meses. De acordo com pesquisa da Fecomércio MG, realizada em novembro, 54,6% das pessoas com acesso à internet fizeram compras nessa plataforma, o maior percentual apurado desde novembro de 2015, quando o estudo teve início. No mesmo mês do ano passado, esse índice era de 43,8%. Na análise de maio, o indicador estava em 51,9%.

Para os clientes, os principais atrativos do ambiente on-line são a praticidade de escolher e receber o produto em casa (52,8%), os descontos oferecidos (52,2%), além da possibilidade de pesquisar preços (13,5%). O estudo destaca também que o primeiro critério para a escolha da página de e-commerce é ser uma empresa conhecida no mercado (58,4%), quesito à frente do melhor preço, opção de 47,8% dos belo-horizontinos. A indicação de conhecidos aparece em terceiro lugar, com 27,8%.

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, avalia os resultados como positivos, mas pondera que há muito espaço para a ampliação das vendas virtuais. “Os números mostram a importância desse nicho, que, se bem trabalhado, proporciona ganhos para o empresariado. Existe um grande potencial de crescimento, tendo em vista que 84% dos consumidores da capital têm acesso à internet. E são poucos os aspectos que ainda desmotivam os clientes a comprarem nesta plataforma, como as questões culturais e de falta de informação”, argumenta.

Ele observa que é muito importante que o empresário esteja cada vez mais atento ao ambiente digital e trabalhando para ampliar sua presença nesse canal. Especialmente, pelo fato de que pouco mais de 22% das empresas do comércio varejista da cidade trabalham com vendas on-line, seja por plataforma exclusiva ou pela rede de lojas, conforme mostra o levantamento da Federação. Os principais motivos para a baixa adesão são o segmento de atuação da empresa (55,1%), a falta de planejamento/conhecimento (31,9%), de estrutura/logística (21,7%) e a preferência pela loja física (20,3%).

Para Almeida, as lojas ainda podem explorar melhor essa ferramenta. “O acesso à rede é uma realidade e inclui todos os estratos da sociedade. Trata-se de uma capilaridade importante para o comércio. Por isso, é fundamental acompanhar essa evolução, se adaptar ao grande volume de acessos por meio de smartphones e tablets e estar presente nas mídias sociais”, completa o economista.

O estudo da Fecomércio MG indica que as redes de relacionamento influenciam em mais de 60% dos casos. Além disso, 71,1% dos consumidores da capital mineira habituados às compras on-line já deixaram de adquirir algum tipo de produto do comércio tradicional para adquiri-lo pela internet.

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