O ano de 2017 foi marcado por uma recuperação gradativa da economia do país. Cenário que, em muitos casos, representou um conforto para a renda familiar e contribuiu, dessa forma, para uma expectativa positiva do consumidor em relação a 2018. Isso é o que aponta pesquisa inédita da Fecomércio MG. O estudo mostra que 52,6% dos belo-horizontinos acreditam que a situação financeira da família irá melhorar na comparação com os últimos 12 meses. Já a grande maioria (75,7%) aposta que a conjuntura econômica será melhor ou igual, sendo que a metade dos entrevistados aposta em crescimento.

Na avaliação do economista da entidade, Guilherme Almeida, o resultado está relacionado a boa percepção de indicadores macroeconômicos e também a previsão de reorganização doméstica. “Terminamos 2017 com a inflação sob controle, abaixo dos 3%; os juros em queda; e o emprego retomando a trajetória de crescimento. Embora o consumidor ainda tenha a sensação de alguma estagnação na economia, ele está confiante para os próximos meses. Além disso, projeta otimizar o orçamento familiar, reduzindo as despesas, por exemplo”, destaca.

Nesse sentido, para melhorar a situação financeira, 49,4% dos entrevistados planejam cortar gastos, enquanto 48,4% pretendem obter um dinheiro extra. Outros 45%, aproximadamente, têm a intenção de conseguir um novo emprego ou de montar um empreendimento. Atualmente, 58,2% dos consumidores conseguem pagar as contas em dia, mas não sobram recursos. Já 14,4% estão inadimplentes, e apenas 17,5% afirmam perceber a inflação menor.

Sobre 2017, a maior parte dos consumidores (83%) relatou que foi afetada pela crise econômica. Em função disso, muitos precisaram cortar gastos (40,2%), tiveram sua renda diminuída (38,1%) e/ou perderam/não conseguiram emprego (19,9%). “A percepção sobre o cenário econômico varia de acordo com a realidade de cada indivíduo, mas a redução da renda no ano passado é um aspecto que chama atenção, seja por meio do desemprego ou do recuo do poder de compra”, observa Almeida.

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