Indicadores apontam para 2018 positivo

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Após dois anos de recessão e um ano de recuperação gradual da economia, as expectativas são melhores em 2018. As projeções da União e de inúmeros economistas é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça de forma mais intensa, atingindo 2,69%. Um resultado provável em virtude de fatores como a inflação sob controle, a menor taxa de juros da série histórica, a recuperação do emprego e a cotação do dólar, que ainda favorece às exportações do país.

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, avalia com mais otimismo as perspectivas para 2018. Embora quatro dos principais indicadores econômicos possam apresentar bons resultados neste ano, o especialista faz uma ressalva. “A velocidade e a magnitude da retomada da economia nacional está direta e indiretamente ligada às eleições presidenciais e às aprovações das reformas, especialmente à previdenciária”, observa.

Confira a seguir a análise do economista da Federação sobre os indicadores macroeconômicos e as perspectivas para o setor de comércio e serviços este ano.

Produto Interno Bruto (PIB)

Se 2017 trouxe sinais evidentes da retomada da atividade econômica em diversos setores, em 2018 o PIB deve sinalizar um crescimento mais forte. No ano passado, a produção industrial voltou a expandir e as vendas no varejo superaram as registradas nos últimos três anos. “Esse movimento se deve, sobretudo, à melhoria dos indicadores macroeconômicos relacionados ao consumo familiar”, esclarece.

Será justamente o consumo familiar, aliado ao comportamento positivo dos demais indicadores, o principal fator de expansão do PIB em 2018. A expectativa é que a soma das riquezas produzidas pelo país aumente 2,69%.

Inflação

O processo de desaceleração do nível geral de preços da economia, a inflação, iniciou em 2016 e se intensificou ano passado. A deflação dos itens alimentícios – grupo responsável por 25% do gasto familiar – ajudou a colocar a inflação bem abaixo da meta traçada pelo Banco Central, de 4,5%. Em 2018, a expectativa é que a inflação fique dentro da meta estipulada e desejada pela instituição: 3,95%.

Apesar disso, o índice deve apresentar certa volatilidade, como explica Almeida. “A continuidade da recuperação da economia e os juros baixos estimulam o consumo e pressionam o nível dos preços. Além disso, a energia elétrica – outro importante item na cesta de consumo das famílias – deve sofrer novas pressões por causa do uso das termelétricas e da maior necessidade de energia elétrica, em virtude da retomada da atividade econômica”.

A falta de chuva deve influenciar não só o custo da energia, como também dos alimentos. As diferenças anuais nas culturas das principais safras agrícolas fazem com que a perspectiva de colheita para este ano seja 6,8% menor que em 2017, pressionando os preços para cima.

Taxa de desemprego

“O fundo do poço nesse quesito já ficou para trás”, lembra Almeida. A crise no emprego perdeu intensidade com a retomada da atividade econômica. Ainda que essa melhora tenha decorrido, em especial, pela expansão do emprego informal, as expectativas para 2018 são positivas. Há uma projeção de um bom nível de contratações formais ao longo do ano, por causa da recuperação do consumo e da produção, que impulsionam a demanda por mão de obra.

O economista ressalta que, no período da crise, muitas pessoas desistiram de procurar emprego ou se dedicaram aos estudos, não sendo contabilizadas na taxa de desemprego. Porém, com o reaquecimento da economia, é provável que elas busquem se reposicionar no mercado de trabalho, impactando essa taxa.

Taxa Selic

O cenário inflacionário permite a manutenção da Selic em patamares baixos, como os históricos 7% atuais. O Banco Central já sinalizou a possibilidade de novas reduções, ainda que mais amenas em relação a 2017. Essa flexibilização irá depender de fatores internos – como o comportamento dos preços praticados principalmente no grupo de alimentos – e externos – como a expectativa de forte oscilação do dólar, que pode pressionar a inflação. No Brasil, além de diversos itens de consumo, vários insumos usados na indústria são importados.

Perspectivas para o comércio e os serviços

Diante desse cenário, como fica o setor terciário em 2018? “Tendo em vista os principais indicadores macroeconômicos, é esperada uma expansão do consumo familiar, responsável por mais de 60% do PIB. Logo, a demanda por bens e serviços tende a expandir, alavancando os resultados do setor”, conclui Almeida.

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