Comércio varejista volta a crescer

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O volume de vendas do comércio varejista voltou a expandir em março, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas no país aumentaram 0,3%, após recuo na comparação mensal de fevereiro (-0,2%). Os dados apurados mostraram ainda uma melhora de 3,8% nas vendas do primeiro trimestre de 2018. Em 12 meses, a alta atingiu 3,7%.

No varejo ampliado – composto pelo varejo, além das atividades de material de construção e veículos, motos, partes e peças – as vendas subiram 1,1%. Na comparação com março de 2017, o índice avançou 7,8%. Nos acumulados no ano e em 12 meses, o volume de vendas aumentou 6,6% e 6,2%, nesta ordem.

Entre os segmentos avaliados, os mais impactados foram de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (12,3%); do varejo de artigos de uso pessoal e doméstico (13,8%) e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (5%).

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, avalia que a inflação mais baixa, aliada à queda na taxa média de juros à pessoa física e à melhora das condições do mercado de trabalho influenciaram o bom desempenho do mês. O aspecto sazonal também trouxe resultados positivos. “Neste ano, a Páscoa aconteceu em março, impulsionando as vendas de produtos alimentícios nos supermercados. Em 2017, ela ocorreu no fim da primeira quinzena de abril”.

Resultados em Minas

No Estado, as vendas cresceram em todas as bases comparativas. No varejo restrito, o crescimento registrado foi de 4,3% na comparação mensal. Nos acumulados no ano e em 12 meses, os indicadores avançaram 3,3% e 5,3%, respectivamente. Já no varejo ampliado, a alta chegou a 7,3% na comparação mensal. Nos acumulados no ano e em 12 meses, os índices expandiram 5,9% e 4,4%, nesta ordem. Na série com ajuste sazonal, o varejo restrito atingiu alta de 0,6%, enquanto o varejo ampliado cresceu 2,7%.

As maiores contribuições para esse resultado foram dos segmentos de veículos, motos, partes e peças (35,3%); supermercados e hipermercados (13,9%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (11,7%); artigos farmacêuticos (3,6%) e vestuário (2,4%).

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