Fecomércio MG apresenta dinâmica econômica do Sul de Minas

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Segunda maior população do Estado, reunindo 12% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro, o Sul de Minas é o terceiro território contemplado na série de pesquisas que traça o perfil econômico das empresas do setor varejista das dez regiões de planejamento estaduais, realizada pelo Departamento de Estudos Econômicos da Fecomércio MG. A pesquisa revela que a maioria dos estabelecimentos que atuam na atividade são microempresas (76%), prevalecendo o segmento de supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (24,2%). Também se destacam os ramos de tecidos, vestuário e calçados (21,9%), assim como de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (19,2%).

Nesse cenário, o levantamento mostra que os estabelecimentos do Sul de Minas estão atentos às mudanças do mercado e, consequentemente, à necessidade de destinar recursos para ações que possibilitem acompanhar as tendências e garantir competitividade. Assim, a quase totalidade dos empresários (93,3%) afirmou ter feito investimentos nos últimos 12 meses, sendo o principal deles em segurança (79,1%). O tópico tecnologia da informação aparece em segundo lugar, com 71,6% das respostas. Além disso, aproximadamente 68% fizeram aportes em publicidade e propaganda (especialmente redes sociais; encartes/panfletos e divulgações em rádio e TV), enquanto 66,3% investiram na capacitação dos seus funcionários.

Por sua vez, a atuação no comércio exterior ainda é baixa: apenas 6% das empresas da região participam desse nicho, sendo que 87,5% destas trabalham com a importação de bens de outros países. O motivo para a baixa adesão é a falta de interesse/necessidade (31,2%) e o fato de os proprietários julgarem que a organização ainda é pequena ou nova no mercado (30,14%). “Abrir as portas ao comércio global gera market share e amplia a competitividade, pois diversifica as formas de atuação. No entanto, essa questão ainda é pouca explorada em grande parte das empresas mineiras”, avalia o economista da Federação, Guilherme Almeida.

Com relação aos entraves ao setor, 21,2% dos empresários locais apontaram a elevada carga tributária do país como a principal dificuldade para o desenvolvimento do comércio. A economia informal foi citada por outros 20%. “O custo dos impostos corresponde a cerca de 40% do faturamento. Levando em consideração que a maioria dos varejistas é de pequeno porte, o impacto é ainda maior. Além disso, prejudica os investimentos e, consequentemente, a competitividade”, argumenta Almeida.

Além do Sul de Minas, a Fecomércio MG já traçou o perfil econômico das empresas do setor varejista da Região do Rio Doce e do Triângulo Mineiro.

Foto: Guilherme Dardanhan/ ALMG

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