Intenção de Consumo tem segundo recuo no ano

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O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte registrou, em maio, 81,9 pontos, contra os 87 apurados em abril. Essa é a segunda queda do indicador no ano, que segue, portanto, no nível de insatisfação (abaixo dos 100 pontos). No entanto, nesse mesmo mês de 2017, esse número era ainda menor (77,8). O estudo é realizado pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A analista de pesquisa da Federação, Elisa Castro, argumenta que a trajetória decrescente do ICF, desde abril, após seis altas consecutivas, revela a cautela do consumidor. “Esse índice capta percepções e expectativas para os próximos meses. Sendo assim, a recuperação lenta do mercado de trabalho e da renda, aliada a aumentos de preços pontuais, abalam a confiança das famílias para ir às compras, muito embora a inflação esteja controlada. Além disso, fatores que vão além da questão econômica, como indefinições em torno das eleições, também contribuem para esse resultado”, pondera.

De acordo com o estudo, apenas um dos sete subitens que compõem o ICF da capital mineira apresentou crescimento: a perspectiva profissional assumiu 97,3 pontos, valor superior aos 91,2 do levantamento anterior. Os demais influenciaram a redução do índice geral. As principais quedas mensais foram no indicador de emprego atual, que saiu de 111,3 pontos, em abril, para 102,1, em maio; na renda atual, que caiu de 99,6 para 93,2; e na perspectiva de consumo, que chegou em 89,5 pontos, contra os 99,1 registrados no mês anterior.

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