Serviços registram queda acumulada

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O volume de serviços mensurado pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou recuo de 0,2% em março, em relação a fevereiro. Frente a março de 2017, a retração foi ainda maior: -0,8%. Nos acumulados do primeiro trimestre e em 12 meses, o indicador de atividade do setor terciário caiu 1,5% e 2%, respectivamente.

Na comparação com ajuste sazonal, as contribuições negativas vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,8%), dos transportes (-0,8%) e de outros serviços (-0,4%). Os serviços prestados às famílias e aqueles ligados à informação e comunicação apresentaram expansão de 2,1% e 2,3%, nesta ordem, reduzindo o impacto da queda.

De acordo com o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, o setor de serviços é bastante dependente do desempenho dos demais setores econômicos. Para que uma recuperação seja observada, é preciso de maior consistência na retomada econômica. “O ritmo de recuperação da economia está muito lento. Ainda temos uma grande ociosidade no atual cenário, e isso, inevitavelmente, leva a um menor nível de investimento e de fechamentos de contratos”, avalia.

Minas Gerais
O volume de serviços no Estado expandiu 0,1% no terceiro mês do ano, frente a fevereiro. Na comparação com março de 2017, porém, a atividade recuou 3,2%. A retração também pode ser observada no acumulado do ano e em 12 meses: -3% e -2,7%, respectivamente.

Na variação interanual, todos os segmentos apresentaram queda, exceto aqueles ligados aos transportes, auxiliares e correio, cuja expansão foi de 6,6%. O economista ressalta que, na avaliação em 12 meses, os serviços de informação e comunicação são os únicos cujas atividades seguem em retração em Minas Gerais. Além disso, dado o seu peso na composição do índice geral – cerca de 33% – a recuperação do setor ainda segue inconsistente.

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