Belo-horizontinos compram cada vez mais pela internet

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O consumidor de Belo Horizonte ampliou significativamente sua presença nos sites de comércio eletrônico nos últimos três anos. De acordo com pesquisa da Fecomércio MG, apurada em maio, 61,1% das pessoas com acesso à internet fizeram compras nessa plataforma. No mesmo mês do ano passado, esse índice era de 51,9%. Em junho de 2015 o número era bem menor, já que menos da metade da população (43,1%) adquiria produtos por meio do ambiente virtual.

Para os clientes, os principais atrativos do negócio on-line são a praticidade de escolher e receber o produto em casa (44,9%) e a perspectiva de pagar menos. Neste caso, os descontos oferecidos são estímulo para 30,1%, enquanto os preços mais baixos e a possibilidade de pesquisar preços influenciam, respectivamente, 30,9% e 16,3% dos entrevistados. Aqueles que ainda não utilizam o e-commerce alegam questões culturais e de falta de informação, como o medo de fraudes/golpes (45,6%).

Em função desses resultados, o economista da Federação, Guilherme Almeida, pondera que as vendas virtuais registram desempenho positivo, porém, há ainda muito espaço para expansão. “Esse segmento, se bem trabalhado, proporciona ganhos para o empresariado. Nele existe um grande potencial de crescimento, pois mais de 84% dos consumidores da capital têm acesso à internet. No entanto, somente 25% dos empresários, conforme a pesquisa, trabalham com e-commerce por plataforma exclusiva ou pela rede de lojas”, argumenta.

Redes sociais

A presença nas redes sociais, na análise de Almeida, também deve ser explorada com mais atenção. O tema foi inserido, pela primeira vez, na pesquisa com os empresários, a fim de medir o posicionamento das corporações diante das novas tendências de mercado, como o uso comercial de Facebook, Instagram, WhatsApp, Linkedin e Twitter. “Percebemos que esses meios são utilizados, principalmente, para ações de marketing e oferta de produtos. São poucos aqueles que aproveitam a oportunidade para estreitar relacionamento, apresentar sua filosofia, oferecer apoio ao consumidor. Isso é um gap”, completa.

De acordo com o estudo da Fecomércio MG, o WhatsApp é a rede social mais utilizada pelas empresas (59,3%), seguido pelo Facebook (56,7%) e Instagram (46,7%). Cerca de 90% das lojas fazem postagens nesses canais, mesmo que, às vezes, para divulgação da marca e dos seus artigos. No entanto, somente 11% oferecem materiais de apoio ou educativos aos compradores. Ao mesmo tempo, as redes sociais influenciam a escolha de mais de 67% dos clientes com acesso à internet.

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