Confiança do empresário do comércio volta a subir

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de Belo Horizonte voltou a subir em maio, registrando 103,8 pontos, contra os 101,6 apurados em abril. Dessa forma, o indicador segue no nível de satisfação (acima de 100). No mesmo período de 2017, o número era bem inferior: 98. A pesquisa é realizada mensalmente, pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, com base nos dados coletados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Todos os componentes do Icec apresentaram crescimento no mês passado, o que contribuiu para o resultado positivo do indicador. O destaque foi o desempenho do Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (Ieec), que delimita as impressões em relação ao futuro. Ele atingiu a segunda alta expressiva consecutiva, encerrando o mês em 140,6 pontos, contra 137,2 de abril. Segundo a analista de pesquisa da Federação, Elisa Castro, mais de 80% dos empresários esperam por melhorias no cenário econômico, e 83% têm boas perspectivas para o setor, assim como para a própria loja (85,4%). “Isso ocorre, principalmente, porque há uma tendência de aumento gradual do consumo neste ano”, destaca.

O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) saiu de 87 pontos, em abril, para os atuais 88,2. Ele reflete as projeções para ampliação de estoques, do quadro de funcionários e concretização de planos de melhorias no negócio em curto prazo. Conforme o levantamento, 50,6% dos entrevistados pretendem realizar contratações nos próximos meses, o que pode ter sido estimulado pelas festividades – como o Dia dos Namorados, a Copa do Mundo e as festas juninas – e também pela intensificação das vendas prevista no período de inverno.

Já o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (Icaec) passou de 80,6 para 82,6. “O cenário de inflação sob controle, juros mais baixos e recuperação do emprego e da renda, embora ainda lenta, são fatores que explicam essa avaliação. Ainda será preciso, no entanto, analisar se daqui para frente haverá impactos dos problemas ocasionados pela greve dos caminhoneiros”, conclui Elisa.

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