Incertezas afetam disposição para as compras em BH

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As incertezas nos cenários político e econômico, agravadas pelos transtornos provocados pela greve dos caminhoneiros, abalaram a confiança dos belo-horizontinos para ir às compras. Em junho, a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da capital registrou a terceira queda consecutiva, atingindo 72,5 pontos. Em maio, a marca era de 81,9. O estudo é realizado pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Com o resultado, o indicador persiste no nível de insatisfação (abaixo dos 100 pontos). O economista da Federação, Guilherme Almeida, argumenta que a trajetória decrescente do ICF, desde abril, revela a cautela dos consumidores. “O índice capta percepções e expectativas para os próximos meses. As indefinições políticas e econômicas, a elevação do dólar e a lenta recuperação do mercado de trabalho têm impactado esse número. A escassez de produtos e as elevações de preços pontuais por causa da greve dos caminhoneiros ampliaram esses reflexos, contribuindo para um recuo ainda maior”, destaca.

Em junho, todos os sete subitens que compõem o ICF apresentaram retração. Os destaques negativos foram justamente a perspectiva de consumo, que assumiu 73,9 pontos, contra os 89,5 apurados no levantamento anterior; e o emprego atual, que passou de 102,1, em maio, para 89,3. O indicador de nível de consumo caiu de 62,3 para 53,5 pontos. “Os protestos de maio desequilibraram a economia no curto prazo e reforçaram a disposição das famílias em gastar menos para não comprometer o orçamento. No entanto, a tendência de recuperação das vendas deve ser retomada”, completa Almeida.

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