Famílias continuam receosas em consumir

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O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Belo Horizonte registrou 71,1 pontos em julho, frente aos 72,5 verificados em junho. Essa é a quarta queda consecutiva do indicador no ano, reflexo da instabilidade política e econômica do país. Apurado pela Fecomércio MG, com base em dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o ICF aponta que a confiança das famílias segue abaixo da fronteira de satisfação (100).

O economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, destaca que a recorrente queda na intenção de consumo é fruto do momento de incertezas políticas e econômicas do país. “Não apenas as famílias, mas todos os agentes econômicos são influenciados pelo cenário instável, muito em razão do período eleitoral. Ainda há o agravante de que as famílias não estão confiando em uma recuperação econômica efetiva, com perspectivas de crédito deterioradas, afetadas pelos reajustes periódicos nas contas de primeira necessidade e pela ainda elevada taxa de desemprego”, destaca.

De acordo com a pesquisa, apenas dois dos sete subitens que compõem o ICF da capital mineira apresentaram crescimento. O Índice de Emprego Atual chegou aos 91,6 pontos, valor superior aos 89,3 pontos obtidos em junho, enquanto o Índice de Renda Atual registrou aumento superior a um ponto percentual, passando dos 84,8 para 85,9.

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